Derrubada do Boeing da Malaysia Airlines: Ato criminoso do imperialismo na Ucrânia

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A queda em território ucraniano, no dia 17 de julho, de um avião da Malaysia Airlines com 298 passageiros que partira da Holanda ocupou, durante dias, as manchetes dos jornais em todo mundo. Rapidamente estes monopólios de comunicação passaram a vender a versão de que “rebeldes separatistas” e “terroristas pró-Rússia” teriam atingido o avião civil, divulgando supostas conversas entre os mesmos falando sobre o abate da aeronave, creditando a queda do avião e as mortes a Moscou.

Por outro lado, agentes da CIA e Otan pululam o território ucraniano desde o início do “Euromaidan”, como ficaram conhecidos os grandes protestos de massas que levaram a queda do governo Viktor Yanukovytch e o estabelecimento de um governo formado por organizações neo-nazistas como o Svobada e o Pravy Sector. Posteriormente foi eleito o magnata do chocolate Petro Poroshenko, pró-União Europeia e pró-ianque.

Foi noticiado que o Boeing 777 da Malaysia Airlines teria sido derrubado por um míssil terra-ar ou foi abatido por um caça. Mas tudo apontava para que este ato criminoso teria sido mais uma grande provocação, uma montagem típica do modus operandi da CIA, orquestrada com o governo de Kiev na disputa que o imperialismo ianque e da União Europeia de um lado e o imperialismo russo de outro, ambos se digladiando pela influência e pelo controle da Ucrânia.

O que se pode afirmar é que a derrubada do avião não é fruto da ação da resistência, pois em nada interessa à população sublevada da região sudeste da Ucrânia, aos mineiros e operários de Kharkov e aos batalhões de proletários que combatem os grupos e partidos de extrema-direita e as tropas do governo sanguinário de Kiev. A região atualmente está sob fogo e bombardeio diário desse governo reacionário apoiado e instrumentalizado pelo USA e UE.

Crime de guerra do imperialismo

Informações divulgadas em vários veículos internacionais de imprensa têm confirmado que o que ocorreu se trata de mais um ato criminoso orquestrado pelo imperialismo ianque e europeu. O site alemão Wahreit fuer Deutschland (Verdade para a Alemanha) noticiou que um piloto ucraniano assumiu a responsabilidade pela derrubada do Boeing 777 da Malaysia Airlines em Donetsk. Ele afirmou que pilotava um Su-25 da Força Aérea da Ucrânia e que disparou contra o avião comercial que saiu de Amsterdã para Kuala Lumpur.

Segundo o piloto, cujo nome foi mantido em segredo, provavelmente o caça que aparece nas fotos de satélite apresentadas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia é o avião que conduzia. Ele explicou que a aeronave, além de mísseis, estava equipada com um canhão de dois canos de 30 milímetros, que teria utilizado para abater o Boeing.

Peter Haisenko, em artigo publicado em anderweltonline.com, afirmou que o avião malaio “foi abatido por caças do regime de Kiev”. Ele relata que um perito alemão analisou imagens dos destroços do avião da Malaysia Airlines e verificou buracos de entrada e saída de projéteis na área do cockpit próximo a janela ao lado dos pilotos. Esse perito foi categórico ao afirmar que “são buracos pequenos, redondos e limpos, mostrando os pontos de entrada – a maior parte provavelmente de um projétil com calibre de 30 milímetros. O bordo dos buracos de saída, maiores de ligeiramente desgastados, mostram fragmentos de metal indicando projéteis pelo mesmo calibre. Além disso, é evidente que estes buracos de saída da camada exterior da estrutura reforçada de alumínio duplo estão retalhados ou inclinados – para fora”.

O povo libertará a Ucrânia

As massas proletárias organizadas estabeleceram, no último período, regiões liberadas proclamando as Repúblicas Populares independentes de Donetsk e de Lugansk, onde atuam as brigadas militares e milícias populares, e cuja história remete a resistência contra as hordas nazistas de Hitler na II Guerra Mundial imperialista. Também na heroica Donetsk, conforme divulgamos na edição nº 133 de AND, os trabalhadores das minas em greve criaram a primeira Divisão Militar de Mineiros voluntários antifascistas para deter a guerra contra o povo que inscreveu, em seus primeiros dias, milhares de voluntários.

Disputa interimperialista

Como parte da pugna interimperialista pela influência e controle da Ucrânia, os ianques anunciaram, em 29 de julho, novas sanções contra Rússia. Em discurso, Barack Obama declarou que o USA se somou a União Europeia na imposição de novas sanções contra os setores de energia, indústrias de armamentos e financeiro da Rússia, como medida de retaliação ao suposto apoio “aos rebeldes no leste da Ucrânia”. As novas sanções anunciadas são voltadas especificamente contra os bancos VTB, o Banco de Moscou, o Banco de Agricultura da Rússia e a empresa United Shipbuilding. “As grandes sanções que estamos anunciando hoje irão continuar a aumentar a pressão sobre a Rússia, incluindo os aliados e as empresas que apoiam as ações russas ilegais na Ucrânia”, declarou Obama.

Horas antes do anúncio feito por Obama, os governos da União Europeia haviam anunciado ter alcançado um acordo para impor novas sanções econômicas à Rússia, tendo como alvo os setores de petróleo, defesa, materiais de uso civil, militar e tecnologias sensíveis.

Agressão e arrocho

Além de resistir às hordas nazifascistas, o povo ucraniano tem de enfrentar as políticas vende-pátria e antipovo do governo de Kiev. Em 1º de julho, os preços de todos os serviços básicos tiveram reajustes absurdos. O gás doméstico teve elevação de seu preço entre 55 e 70%; água quente e calefação, essenciais para a população nessa região de invernos rigorosos, terá reajuste de 40%; a taxa de eletricidade subirá entre 10 e 40%. E há previsão de que esses serviços sofram novos reajustes abusivos ano a ano.  Ao mesmo tempo, e como já declarou o Primeiro Ministro da Ucrânia, A. Yatsenyuk, o governo congelará o salário mínimo [fonte: nodo50.org - Kiev inicia una guerra para evitar una revolución].


Batalhão “Rus”: as mulheres da milícia antifascista

Extraído de tvzvezda.ru
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Opolchenka convoca mulheres para o combate antifascista

As mulheres têm entrado nas fileiras da milícia antifascista de Donbass e foi fundada uma divisão feminina com o nome batalhão “Rus”.

Opolchenka Milla entrou na equipe há alguns meses. Ela queria lutar em pé de igualdade com os homens para defender sua pátria! Com 21 anos de idade, Opolchenka nunca havia usado uma arma.

As mulheres se uniram com a milícia e organizaram seu próprio batalhão. Elas também estão construindo quartéis por sua conta.

Entretanto, vivem em condições espartanas, simples. Elas nos fazem recordar, que inclusive em tempos tão difíceis, são as mulheres que sustentam sobre seus ombros a resistência. Muitas delas se uniram às fileiras da milícia saindo diretamente das universidades. Trocaram os livros pelas “máquinas”, organizando-se em suas próprias cidades.

Alguns de seus filhos ficaram em casa.

As mulheres vivem uma rotina de exército, vão avançando sem pressa, mas sem pausa. Estão prontas para lutar como os homens em defesa da pátria.

A comandante do batalhão “Rus” chama as mulheres com orgulho para que se integrem nas milícias antifascistas!

Operário enfrenta tanque

Em 6 de julho ocorreu um combate encarniçado próximo a localidade de Izvárino. Um combatente das milícias populares se martirizou lançando-se contra um tanque empunhando um feixe de granadas. Alexandr Skrinabin, pai de duas filhas, tinha 55 anos, havia trabalhado a maior parte de sua vida na mina Tálovskaya, na cidade de Krasnodón, famosa pela heroica resistência que seus habitantes impuseram aos esbirros fascistas alemães durante a guerra contra o nazismo.

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