Tocando e trocando cultura

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Buscando um aprofundamento na música popular brasileira, tendo o choro como principal gênero, o trio paulistano Choro, Amor e Vela faz pesquisas dentro da linguagem histórica dessa música e leva curiosidades para o palco. Com uma ideia de troca de cultura, procura juntar várias formas de artes em seus shows, simultaneamente, e se prepara para gravar seu primeiro disco.

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O trio para nós, os integrantes, não é simplesmente um grupo de música. Ele é um projeto de pesquisa para nos enriquecer e ao mesmo tempo fazer alguém descobrir o choro ou saber mais sobre ele. Queremos nos aprofundar sobre a cultura brasileira, com foco no choro, seus compositores, músicas, época — fala João Pellegrini, integrante.

— Levamos para as nossas apresentações curiosidades sobre o choro, músicas pouco tocadas em rodas tradicionais, revelando compositores atuais e antigos pouco conhecidos. Além desses, no nosso repertório temos compositores que abrangem a história da música, como: Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Waldir de Azevedo, Jacob do Bandolim, Luiz Gonzaga, Sivuca, Garoto, Hermeto Pascoal e Mozart Terra — diz.

Mas sempre criamos nossos próprios arranjos. E não fechamos somente no choro. Procuramos unir outros ritmos brasileiros, como frevo e forró, para um estudo mais abrangente da nossa cultura.

A ideia é compartilhar tudo que descobrir em suas pesquisas com as pessoas que vão assistir.

   Vemos que uma parte do choro hoje em dia está um pouco esquecida. Ele já esteve na TV, nas rádios, em bares, e hoje fica difícil, aqui em São Paulo, das pessoas interessadas acharem informações sobre o gênero. Então queremos ser um meio de comunicação nesse sentido — expõe João.

  Até por isso queremos apresentar choros e compositores pouco conhecidos também, além dos que já são comentados e tocados. E até esses às vezes têm alguns choros que não são muito tocados, ficaram meio esquecidos. Queremos trazer tudo isso à tona.

  Durante os shows temos a preocupação de ilustrar um pouco o que vamos tocar. Então em alguns momentos falamos sobre a história da música, do compositor, como surgiu etc — acrescenta.

O grupo surgiu durante uma viagem que um grupo de artistas de vários segmentos fez por algumas cidades brasileiras.

  Fomos de São Paulo até Salvador, BA, parando em algumas cidades no caminho para tocar e trocar cultura do local com a nossa, isso no final do ano passado. Já éramos um trio, mas nada oficial. Nem tínhamos nome ainda. Inclusive o nome se deu de uma forma meio engraçada — diz João.

Nos apresentávamos sempre antes ou depois do show de um amigo nosso, e como eu e a Wanessa éramos namorados, e tinha o percussionista. Certa vez esse amigo anunciou o nosso show dizendo que ia se apresentar depois dele um grupo chamado ‘Choro, Amor e Vela’, porque eram dois namorados e um percussionista de vela.  E o nome ficou   explica.

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