Argentina e Brasil: Monopólios de comunicação a serviço do Estado terrorista

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O ano de 2002 começava na Argentina com Eduardo Duhalde na presidência interina. Ele tinha assumido depois que Fernando De La Rua fora forçado a renunciar pelas grandes manifestações populares, motivadas pela profunda crise econômica que afetava o país nessa época. A troca do titular do executivo não mudou a situação.

Os meses iam passando, a condição de vida não melhorava e o governo continuava com a mesma política. O desemprego e o arrocho salarial tinham levado a sociedade argentina a um nível de pobreza nunca antes padecido. As manifestações iam crescendo em força e organização e a polícia reprimia também de maneira crescente.  Em 26 de junho daquele ano, os ativistas organizados em diversos grupos de ‘piqueteros’ decidiram como medida extrema fechar um dos principais acessos da Grande Buenos Aires a Capital Federal. O governo disse que usaria todas as suas forças para impedir a ação.  Esse dia determinaria o rumo da historia do país...

Ovo da serpente

Consultando jornais, revistas e as matérias de jornais televisivosdos meses anteriores ao evento, se percebe nitidamente como o Estado terrorista apoiado pela imprensa fizeram para criminalizar os movimentos populares e preparar o terreno para a implantação de um governo autoritário fascista. Aqui alguns títulos e comentários de ‘jornalistas’: “Prender os piqueteros violentos”, “Os piqueteros usam bombas e armas de fogo”, “Algumas demandas podem ser legítimas, mas os infiltrados...”, “Ameaçam o derrocamento dos poderes constitucionais”, “Querem revolução, caos”, “Os comerciantes não querem mais protestos”, “Eles cobrem os rostos, não pode ser coisa boa”, “Quem financia esses grupos?”, “Precisamos de uma legislação mais dura”, “Os militares estão prontos para ajudar na segurança”, “As Forças Armadas atenderão ao clamor popular”. ‘Autoridades’ (ministros, chefes de segurança da nação, de Buenos Aires, chefe de gabinete etc.), frequentavam programas de TV alertando o povo para o perigo dos piqueteros que se organizavam em “bandos fortemente armados”.

O mesmo tipo de apresentadores de televisão que existe em território brasileiro havia lá: aqueles que se mostram indignados, os que adotam uma postura histriônica, os que pedem mais repressão, os que clamam por pacificação. E sempre o mesmo objetivo padrão: assustar e convencer a classe média que os culpados de todos os males são os pobres.

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