Argentina: ‘abutres’ e outras aves de rapina

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No último 31 de julho a “presidente” da República Argentina, a senhora Kirchner, apareceu em rede nacional de TV em longo pronunciamento oficial (cerca de uma hora!) sobre a “falta de acordo” entre o seu gerenciamento oportunista e parte daqueles que se apresentam como “credores” do país, reivindicando para seus próprios bolsos, a título de “dívida externa”, vultosos volumes das riquezas geradas na Argentina a custa do suor das massas trabalhadoras daquela nação, em velha e conhecida extorsão legitimada pelo Direito Internacional e na maior parte das vezes avalizada pelas elites políticas locais encasteladas nos “governos” de semicolônias, não obstante a retórica da “soberania” e da “justiça” repetida ad infinitum por corjas populistas da estirpe, por exemplo, do casal Nestor e Cristina.

“Estamos em 31 de julho e a vida segue”, disse Cristina na ocasião, em alusão ao fato de que no dia anterior, 30 de junho, terminara o prazo dado por um juiz do USA para que a Casa Rosada entrasse em acordo com os chamados “fundos abutres” que cobram na justiça o pagamento integral de títulos da dívida pública do país comprados por valores irrisórios durante a “crise de insolvência” argentina de 2001, sob pena de o país ver bloqueados os fundos destinados ao pagamento de uma parcela a credores internacionais (92% dos credores da Argentina) que se entenderam com os Kirchner em rodadas de renegociação da dívida externa realizadas em 2005, sob a batuta de Nestor, e em 2010, já sob os auspícios de Cristina.

O que os “fundos abutres” fazem é nada menos que exatamente isso: comprar títulos da dívida de semicolônias em apuros por valores baixíssimos para depois acionar esses países na justiça a fim de tentar receber ganhos integrais. No cenário argentino, esses “abutres” compraram os papéis da dívida do país por US$ 48,7 milhões em 2001 e agora pleiteiam receber cerca de US$ 1 bilhão.

Pagamento: alívio ou lesa-pátria?

Esta modalidade de agiotagem, evidente e exacerbadamente torpe, grotesca, porém perfeitamente legítima ante o arcabouço jurídico do sistema financeiro internacional, bem como a controversa sentença da justiça ianque, que colocou a Argentina na condição de “moratória técnica”, vem servindo de combustível para a demagogia de Cristina Kirchner.

O gerenciamento Kirchner, por meio do chefe de gabinete da Casa Rosada, Jorge Capitanich, chegou a dizer que a Argentina irá até a Corte Internacional de Haia e à Organização das Nações Unidas (ONU) para denunciar a atuação dos “fundos abutres”, com direito à vociferação estéril (sem ações concretas) contra o USA, típica do mais roto oportunismo latinoamericano:

“Os Estados Unidos são responsáveis por não atuarem responsavelmente. E não venham com a desculpa de que o Poder Judiciário é independente, porque não é. Não é independente dos fundos abutres, esse grupo minúsculo que pretende minar o pagamento da dívida.”

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