O veículo viola

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Compositor e instrumentista que vê em sua viola uma importante possibilidade de expressão, Arnaldo Freitas percorre o universo da música brasileira. Tendo como principais influências os trabalhos de Bambico, Tião Carreiro e Raphael Rabello, se dedica a defender a música instrumental, que considera muito rica.

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Comecei com música de maneira informal na fazenda onde morava, isso aos 8 anos de idade. Tinha um tio que morava na cidade e tocava com meu pai, e eu ficava acompanhando, decorava as letras, e ficava brincando de tocar, na época um violão — conta Arnaldo.

Aos 13 anos ganhei dos meus pais minha primeira viola e logo me apaixonei pelo seu som. Fui explorando, sempre como autodidata mesmo, tocando de ouvido. Morei na fazenda a vida inteira, faz dez anos que mudei para São Paulo. Sou de Echaporã, uma região bem pequena no interior de São Paulo —continua.

O nome significa ‘bela vista’, porque tem uma vista muito bonita lá. Na verdade nasci em Marília, cidade próxima, mas costumo dizer que sou de Echaporã mesmo porque foi lá que vivi a vida inteira, só tem dez anos que mudei para São Paulo.

Foi na capital paulista que realmente começou a sua carreira profissional.

  Antes eu trabalhava com gado, era peão boiadeiro na fazenda e tocava não profissionalmente. Por ter sido criado no meio rural, que é o universo da música caipira, tenho esse gênero como principal influência, de berço mesmo.

Minha família cantava e tocava, ouvia caipira por todos os lados. Particularmente gostava muito do Bambico e do Tião Carreiro, eles são minha influência caipira. Mas desde aquela época já apreciava também alguns outros ritmos, que conhecia através de programas na televisão – continua.

  Depois que cheguei aqui em São Paulo fui me expandindo ainda mais nesse universo da música brasileira, conhecendo e melhor explorando a capacidade da viola. É um instrumento riquíssimo, e eu na verdade a uso como um instrumento de expressão mesmo, de linguagem musical.

Arnaldo acredita que o som da viola é o que lhe expressa independente do estilo.

Tanto faz para mim se for música caipira, choro, bossa nova, flamenco, que é outro gênero que aprecio. Por exemplo, depois que conheci os trabalhos, o choro do Raphael Rabello, e também do Yamandu Costa, passei a olhar para o mundo da música de uma forma mais abrangente. Foram influências que me abriram as portas nesse sentido —expõe.

Costumo ouvir esse pessoal tocando e ir compondo, não uma música igual à deles, mas, seguindo a linha, tirando aquela deixa da música brasileira de verdade. Gosto muito de compor choro, e com ele ir abrangendo as possibilidades que a viola proporciona.

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