Rondônia: 20 camponeses presos políticos de Dilma

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Em todo o país há um número desconhecido de camponeses, indígenas e remanescentes de quilombolas presos políticos do velho Estado por lutarem pela terra. Tomando apenas duas áreas no estado de Rondônia como exemplo, Rio Pardo e Monte Negro, são 20 camponeses e camponesas presos.

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Polícia faz perícia em veículo queimado em Rio Pardo

Com a explosão de revoltas populares desencadeadas a partir das jornadas de junho e julho do ano passado nas grandes cidades, desatou-se a mais brutal repressão contra os lutadores do povo sob ordens diretas do “governo” Dilma Rousseff (PT/pecedobê/PMDB...) e gerências estaduais. Milhares de ativistas, principalmente da juventude combatente, foram perseguidos, processados, encarcerados e torturados pelas forças de repressão por lutarem pelos direitos do povo, contra a farra da Fifa e a farsa eleitoral. Grande parte deles tem conquistado a liberdade através de intensa mobilização popular.

Mas, desde muito, e disso pouco ou quase nada se fala – contando com o reforço do silêncio cúmplice e criminoso do monopólio de comunicação –, vem se ampliando a repressão sistemática aplicada com rigor pelo velho Estado, de forma mais feroz ainda sob o gerenciamento oportunista do PT, contra o movimento camponês, sobretudo o movimento camponês combativo, através da ação dos aparatos policiais e bandos de pistoleiros a soldo do latifúndio.

Rio Pardo: 12 camponeses seguem encarcerados

Após a revolta popular ocorrida nos dias 13 e 14 de novembro do ano passado em Rio Pardo, Rondônia, quando a população local se levantou após uma ação da Força Nacional de Segurança que prendeu camponeses e apreendeu motocicletas. Treze camponeses foram detidos e 12 deles permanecem encarcerados. São eles: Almir Alves Pereira, Avelino Justiniano de Souza Neto, Edvaldo Andrade Silva, Edvaldo Vieira da Silva, Dheime Rodrigues Costa, Efigenio Severino Neto, Epidário Leandro de Farias, Eronildo Francisco de Paula, Josimar Alves da Costa Cavalcante, Leandro de Freitas Vieira, Reginaldo Cícero Mariano e Wilyan Costa da Silva.

Exército, Força Nacional de Segurança, Polícia Federal, COE, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e ICMBio participaram das ações da denominada “Operação Rio Pardo I” que arrombou casas de camponeses e ameaçou, espancou e prendeu moradores.

Em abril desse ano, o habeas corpus coletivo com pedido de liminar protocolizado em 28 de fevereiro pelo Dr. Ermogenes Jacinto, advogado dos camponeses, tramitava em segredo de justiça sob o número 0012026-74.2014.4.01.0000. Consultamos o andamento do processo na página do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e verificamos que, em 14/07/2014, o habeas corpus foi indeferido.

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Monte Negro: ameaças, tortura e prisões

A página resistenciacamponesa.com denunciou que, na noite de 11 de julho último, uma “patrulha rural” da PM que invadiu o acampamento Monte Verde, situado no município de Monte Negro, Rondônia, acompanhada de pistoleiros e do latifundiário Nadir Jordão dos Reis, ameaçou e agrediu as famílias que lá viviam e prendeu arbitrariamente 11 camponeses, inclusive duas crianças.

Foram presos nessa ação policial os camponeses Welington Faustino de Oliveira, Jean Neves dos Santos, Oziel Lima de Oliveira, Sebastião Pereira dos Santos, Roseli dos Santos Pires, Maria Ferreira do Nascimento Siqueira, Jociely, Robson do Nascimento Siqueira, Thais da Silva Floriano, Deusira, Cristiane e seus dois filhos (um de um ano e sete meses e o outro de 7 anos).

Em nota, a Comissão Pastoral da Terra publicou denúncia de camponeses que relatam ataque surpresa de pistoleiros armados quando estavam em seus barracos na área Monte Verde e, sob a mira de armas, foram ameaçados para que revelassem onde supostamente teriam escondido armas.

Os camponeses relatam que, em seguida, policiais militares chegaram ao acampamento acompanhados do latifundiário, ameaçaram as camponesas levando-as para a sede da fazenda obrigando-as a ficar lá durante seis horas sem acesso a água e sem poder satisfazer suas necessidades fisiológicas. Depois, as mulheres foram levadas até Ariquemes, onde foram coagidas a assinar uma “Nota de Culpa” sem que elas fossem esclarecidas sobre o motivo de sua prisão. Elas são mantidas encarceradas no Setor de Triagem do Presídio de Ariquemes.

A camponesa Cristiane e seus dois filhos, assim como a Senhora Deusira e sua neta, passaram pela mesma situação, mas foram postas em liberdade.

Ainda segundo a nota da CPT, publicada em 17 de julho de 2014, os camponeses denunciaram que os policiais teriam plantado armas na área para incriminá-los. Levados para a delegacia de Ariquemes, eles também tiveram que assinar a “Nota de Culpa” e foram encarcerados no presídio local.

Em 13 de agosto, o Dr. Ermogenes nos informou que o promotor de justiça de Ariquemes, Elias Chaquian, denunciou oito camponeses presos de Monte Verde por “formação de quadrilha armada” e “esbulho possessório”. O promotor trata o autor da ação, o latifundiário Nadir Jordão dos Reis, como “proprietário” da área, quando esta é área da União Federal.

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