A inócua “reforma política”

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Há uma nova bandeira nas mãos dos oportunistas de sempre e também de alguns respeitáveis lutadores: a da convocação de uma “constituinte exclusiva” para a “reforma política”. Esse tema será objeto de um plebiscito extraoficial promovido por organizações camponesas, populares e cristãs em setembro.

Que os sistemas representativo e partidário vigentes hoje no Brasil carregam distorções, não há dúvida. Que modificações legais nesses sistemas corrigiriam os vícios que as originam, é bem mais discutível. Três exemplos ajudam a entender o problema.

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Quem, mesmo sem questionar a validade dessa bandeira, melhor formulou o problema foi a urbanista Raquel Rolnik, numa entrevista ao jornal El País. Falando de seu campo de atuação, ela diz que, por herança da ditadura de 1964, “os interesses imobiliários, de empreiteiras, estão encravados dentro do Estado, não só na representação política”.

Ou seja: não adianta mudar a forma como se elegem deputados e senadores, e nem mesmo trocar todos eles, se os monopólios transnacionais ou nativos — inclusive o da terra — continuarem a controlar postos-chave do Estado, cuja ocupação não é decidida em eleições.

2

Em 2008, um conselheiro-diretor do Fórum Nacional, o advogado João Geraldo Piquet Carneiro, confessou que, na transição ao gerenciamento civil do Estado, a partir de 1985, “ficou estabelecido que as áreas governamentais ligadas à formulação e execução da política econômica ficariam excluídas da negociação de cargos” entre partidos.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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