Aumentar as tomadas de terra do latifúndio! Não votar!

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Reproduzimos trechos da convocatória da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental para o seu 6º Congresso.

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As bandeiras vermelhas da LCP apontam um novo caminho para o movimento camponês

A propaganda mentirosa do governo e do monopólio de comunicação de que o Brasil vai bem não consegue mais esconder a dura realidade em que vive nosso povo. A crise econômica sacode as economias das grandes potências imperialistas: EUA, Europa, China, Japão. E claro, a crise também afeta suas colônias e semicolônias, como o Brasil.

A economia se resume a altas taxas de juros para garantir o superlucro dos bancos e bilhões de financiamentos ao latifúndio. A economia sofre desindustrialização e desnacionalização – quase tudo que compramos não é fabricado no Brasil. O país hoje é simples exportador de soja, carne, minério e petróleo.

O povo morre à míngua nas filas dos hospitais públicos, sofre com a falta de saneamento, com as péssimas condições da educação pública e o fechamento de dezenas de escolas nas áreas rurais. O governo de Lula/Dilma/PT não tem verba para instalar energia para mais de 20 mil famílias que vivem no escuro em Rondônia, mas empresta dinheiro público para grandes empreiteiras construírem as duas usinas de Porto Velho, que gerarão eletricidade para empresas estrangeiras.

Abaixo a farsa eleitoral!

A “democracia” brasileira é democracia para os ricos e ditadura para os pobres, onde a imensa maioria do povo só tem deveres e os ricos só têm direitos. O povo é obrigado a votar de 2 em 2 anos para escolher quem vai roubar os recursos públicos para beneficiar seus grupos e famílias. Só para citar alguns exemplos, o ex-deputado Nathan Donadon foi preso por corrupção, mas sua família segue impune, se beneficiando do dinheiro roubado, inclusive para disputar estas eleições. Cassol e Confúcio estão entre as 10 pessoas mais ricas de toda a Amazônia, posto alcançado depois de serem governadores. E como não podia deixar de ser, Roberto Sobrinho e o PT roubaram mundos e fundos na prefeitura de Porto Velho e agora ele é candidato.

Em Rondônia, poucas famílias, como os Raupp, os Cassol, os Gurgacz, os Donadon e o PT, se alternam há décadas no poder! Os partidos eleitoreiros (PT, PCdoB, PMDB, PSDB, PSB, PSOL, PSTU, PDT, PTB, DEM) são todos farinha do mesmo saco.

“Reforma agrária” é mais repressão

Lula e o PT passaram 20 anos prometendo fazer a reforma agrária, mas quando chegaram ao poder assentaram menos famílias que FHC (PSDB). O PT, que financia com bilhões o agronegócio, dá apenas migalhas para a chamada agricultura familiar. 70% dos alimentos que chegam à mesa do trabalhador brasileiro vêm dos camponeses, que produzem enfrentando estradas e pontes péssimas, sem energia elétrica, sem maquinário, sem assistência técnica, sem financiamentos, sem preço mínimo para sua produção, ou seja, sem apoio de governo algum.

O PT também aumentou a criminalização e repressão à luta combativa de camponeses e povos indígenas. Aumentaram as reintegrações e despejos violentos, inclusive com participação da Polícia Federal, Força Nacional e Exército. Cresceu o número de prisões e assassinatos de camponeses e indígenas em conflitos por terra. É o caso do líder camponês Renato Nathan, morto em abril de 2012 por policiais em Buritis. E o líder indígena do povo Terena, Oziel Gabriel, morto por policiais federais, em Mato Grosso do Sul.

Hoje, em Rondônia a justiça do latifúndio mantém mais de 20 camponeses de Rio Pardo e Rio Alto como presos políticos! Enquanto, na mesma região, seguem impunes latifundiários que grilam terras públicas destinadas para a reforma agrária e atuam com bandos armados liderados por policiais militares.

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 O caminho é a Revolução Agrária

Revolução Agrária são as famílias mobilizadas e organizadas que tomam terras do latifúndio, não esperam pelo Incra, fazem o Corte Popular e distribuem as parcelas de terra aos camponeses pobres sem-terra ou com pouca terra. Logo que as famílias começam a produzir, formam os Grupos de Ajuda Mútua para avançar cada vez mais na cooperação, única forma de prosperarem. E criam as Assembleias Populares e os Comitês de Defesa da Revolução Agrária nas áreas tomadas para resolverem os problemas de estradas, escolas, energia, produção, etc, enfim, decidirem sobre todos os assuntos de sua vida.

Esta é a Revolução Agrária, é o caminho que seguem centenas de famílias que retomaram a fazenda Santa Elina em Corumbiara, palco de um dos maiores massacres da história do Brasil. Assim como os camponeses das áreas Canaã, Raio do Sol e Renato Nathan 2, em Ariquemes, da área Paulo Freire 4, em Seringueiras e os camponeses de Jacinópolis e Rio Pardo que resistem há anos aos ataques do latifúndio.

As transformações mais urgentes para o Brasil têm que começar pelo campo, pois é no campo onde se concentra as relações mais atrasadas baseadas na grande propriedade de terras. Elas impedem o desenvolvimento da economia nacional e servem de sustentação para a dominação do imperialismo, principalmente ianque.

Só com o triunfo da Revolução Agrária como parte de uma Revolução de Nova Democracia e dirigida pela aliança operário-camponesa, poderemos realizar as transformações de que o Brasil precisa, destruindo o latifúndio, a grande burguesia e varrendo a dominação imperialista, transitando de forma ininterrupta ao socialismo.

O 6° Congresso da LCP é o momento de juntar os camponeses de todas as áreas antigas e novas, professores, estudantes, pequenos e médios comerciantes, trabalhadores e todos apoiadores para levantar ainda mais alto a bandeira vermelha da Revolução Agrária e preparar grandes tomadas de terra na região.

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