Ucrânia: agudizam-se as provocações interimperialistas

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A cada dia que passa o clima político na Ucrânia fica cada vez mais tenso, ao passo que fica cada vez mais nítido o real motivo de estar a Ucrânia atirada à uma sangrenta guerra civil: a contenda entre o bloco de potências encabeçado, de um lado, pelo imperialismo ianque, aliado à União Europeia, que almeja a dominação global como estratégia para tentar tirar seus monopólios da agonia, e do outro, o imperialismo russo, única potência militar – e cabeça do bloco de poder geopolítico antagônico – capaz de oferecer resistência às maquinações do USA.

No início de setembro surgiu a notícia de que a Otan, a aliança militar transatlântica entre o imperialismo ianque e o imperialismo europeu, se prepara para levar a cabo sua maior expansão para o Leste Europeu desde que incorporou os antigos países do Pacto de Varsóvia, com a construção de cinco novas bases militares, Letônia, Lituânia, Estônia, Roménia e Polônia, visando reforçar posições contra a Rússia no âmbito de uma nova estratégia “ocidental” sugestivamente batizada de “Plano de Ação e Preparação”.

“O plano é a resposta ao comportamento agressivo da Rússia [na Ucrânia], mas também permite que a Otan responda aos diferentes desafios de segurança, de onde quer que venham”, resmungou o secretário-geral da Otan, o norueguês Anders Fogh Rasmussen, em entrevista coletiva dada em Bruxelas poucos dias antes do início da cúpula Ucrânia-Otan realizada no País de Gales, onde o plano foi aprovado pelos “aliados”.

Ao término da dita cúpula, Rasmussen anunciou também uma “ajuda” de 15 milhões de euros ao gerenciamento de Kiev a fim de a Ucrânia “reforçar suas defesas”. A julgar pelo cenário ucraniano atual, trata-se pura e simplesmente do financiamento internacional às claras ao mais aberto, assumido e escancarado fascismo que emergiu e galgou posições políticas e militares em um país do mundo nos últimos tempos.

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