Europa: onde mais há arrocho, mais há resistência

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Portugal

Por toda a Europa os trabalhadores de vários segmentos da economia capitalista e de vários setores da administração e dos serviços públicos têm travado importantes embates com as forças políticas e econômicas que tentam lhes enfiar goela abaixo aquele que talvez seja o maior arrocho da história do capitalismo europeu. Neste cenário, chama a atenção a luta dos trabalhadores dos transportes públicos em geral, que parecem especialmente combativos em meio a tanto sucateamento e degradação dos serviços que lhes cabe tocar no dia a dia e tanta pauperização das suas condições de vida.

São incontáveis as notícias sobre corajosas e retumbantes jornadas de greves e manifestações de trabalhadores metroviários, ferroviários e aeroviários por toda a Europa desde que o fedor da putrefação do capitalismo começou a se fazer sentir mais forte no continente, atiçando os Estados e os capitalistas em apuros contra as massas trabalhadoras. Só nas últimas semanas os ferroviários irlandeses levaram a cabo duas greves de 48 horas contra cortes salariais, e os metroviários de Londres cruzaram os braços contra a extinção de 953 postos de trabalho e a mudança de funções de centenas de trabalhadores com redução salarial.

Em Portugal, os trabalhadores do metrô de Lisboa realizaram uma greve no último dia 10 de setembro em protesto contra os recentes cortes salariais e contra o processo de “subconcessão” – eufemismo do qual os gerentes políticos portugueses lançam mão para não falaram em privatização – da empresa, cujo edital acaba de ser lançado pelo ministério dos transportes do país.

Em comunicado, o sindicato dos metroviários afirmou:

“Todo o processo de subconcessão (privatização) das empresas públicas não tem como objetivo resolver nenhum problema delas, mas apenas e só criar um mecanismo para transferir dinheiro do erário público para o setor privado.”

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