As eleições de 2014, o voto nulo e o fechamento do Estado

As eleições de 2014 experimentam um limite. A essa altura está claro que as propostas mais à esquerda estão perdidas e, convenhamos, nem a direita em geral, nem o empresariado em particular, têm motivos sérios para temer o futuro. A situação é tão pouco diferenciada que o neoliberalismo predatório de Aécio, por sua própria estupidez, talvez seja a principal ameaça para a saúde econômica e para as elites do país.

Não é senão esse vazio de diferenças que permite que o debate fique reduzido ao desespero antievangélico e aos delírios sobre o Banco Central em relação à Marina, aos quilos de cocaína em relação ao já quase esquecido Aécio e ao comunismo/estatismo/assistencialismo de Dilma. Temas como o aborto, os direitos LGBT, a legalização das drogas (e sua relação com a violência nas periferias), o problema da distribuição de terras e as reivindicações das jornadas de 2013, como a tarifa zero e a violação dos direitos de manifestação, estão perdidos ou mergulhados em propostas tímidas e/ou vagas.

Antes de revelarem qualquer preocupação com a movimentação que tomou conta das ruas no ano passado, os principais candidatos parecem querer comprovar que as mudanças na democracia atual não se fazem pela organização coletiva na rua. Trata-se de um verdadeiro fechamento do Estado para as novas lutas e seus coletivos. Fechamento esse que deixa claríssimo aos movimentos que a luta pela democracia na atualidade realmente não pode ser feita via partido, representação e voto.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ana Lúcia Nunes
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira

Ilustração
Taís Souza