Chile: punição para os torturadores

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Milhares de pessoas tomaram as ruas em diversas cidades do Chile entre os dias 7 e 11/9, quando completaram-se 41 anos do golpe militar. Familiares de desaparecidos políticos, jovens e velhos militantes protestaram e exibiram cartazes com as fotos dos mortos pelo regime militar fascista de Agusto Pinochet (1973-90). Em Santiago, capital, no dia 7/9, cerca de cinco mil pessoas participaram do protesto exigindo punição para os criminosos militares. Mais de 8 mil policiais realizaram o cerco ao protesto e, no encerramento, ocorreu um grande confronto entre manifestantes e as forças de repressão. Jovens com os rostos cobertos responderam as bombas e canhões de água com pedras e coquetéis molotov.

Barricadas foram erguidas no Cemitério Geral, lugar do Memorial do Preso Desaparecido e Executado Político.

Em diversas regiões do Chile, foram feitas pichações nos muros e fixadas faixas e cartazes em memória dos mártires. No dia 8, uma explosão em uma estação de metrô de Santiago, taxada pelo governo como “atentado”, deixou 14 feridos e foi fartamente utilizada pelas “autoridades” para tentar esvaziar os protestos e incrementar o aparato de repressão.

No dia 11, data do aniversário do golpe, ocorreram novos protestos e confrontos na capital. Barricadas foram erguidas em vários bairros. Pelo menos oito agentes policiais ficaram feridos. Dez distritos da região metropolitana ficaram sem energia, segundo informações da companhia Chilectra, em consequência de ações de sabotagem.

Segundo informações daimprensa chilena, durante os protestos em San Benardo, o oficial carabinero (policial) José Herrera Elgueta foi atingido por uma coronhada no rosto e levado em estado grave a um hospital. Em Renca o segundo-sargento José Cid Manríquez foi baleado no pé. Em Melipilla, manifestantes atacaram carabineros com coquetéis molotov, ferindo quatro.

Centenas de manifestantes protestaram diante do Estádio Nacional, considerado como o principal centro de detenção, tortura e assassinato da época. Foam cantadas músicas de Victor Jara, conhecido artista popular barbaramente torturado no estádio, tendo seus dedos quebrados e língua cortada pelos verdugos.

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