Lutas de Libertação Nacional

A- A A+
Pin It
http://www.anovademocracia.com.br/138/19a.jpg
Rafah, Gaza, palestino limpa cápsulas de fuzil deixadas por soldados israelenses

Recentemente, alguns oficiais que faziam parte da inteligência militar de Israel deixaram o exército afirmando que a unidade a qual pertenciam não existe somente para levar a cabo a “luta antiterrorista”, mas sim para manter a ocupação do território palestino.

“Nós, veteranos da unidade 8200, soldados na reserva no passado e no presente, declaramos que rejeitamos seguir tomando parte nas ações contra os palestinos e a servir como ferramenta que aprofunda o controle militar nos territórios ocupados.”

“Comumente se acredita que o serviço de inteligência está livre de dilemas morais e que só contribui para a redução da violência e dos danos à população. Mas nosso serviço militar nos ensinou que a inteligência é uma parte integral da ocupação militar israelense dos territórios.”

Estes são dois trechos do comunicado lançado pelos oficiais o qual a agência Efe teve acesso. Eles denunciam que as forças armadas genocidas israelenses não respeitam os direitos civis, espionam pessoas inocentes e manipulam informações na tentativa de chantagear e criar divisão entre os palestinos.

A carta foi assinada por 43 oficiais e encaminhada ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ao chefe do exército, Benny Gantz, e ao chefe dos serviços secretos militares, Aviv Kochavi.

“A população palestina sob o governo militar está completamente exposta à espionagem e à vigilância da inteligência israelense. Enquanto existem severas limitações para a vigilância dos israelenses, os palestinos carecem desse tipo de proteção.”

“Não se diferencia entre os palestinos que estão envolvidos na violência dos que não estão. A informação compilada e armazenada danifica gente inocente. É usada para perseguição política, para criar divisões entre os palestinos.”

“A inteligência permite que continue o controle sobre milhões de pessoas por meio da vigilância e da invasão da maior parte de suas áreas de vida. Isso não permite que as pessoas vivam de forma normal e conduz a mais violência.”

“Milhões de palestinos viveram sob ocupação militar israelense durante 47 anos. Este regime nega os direitos básicos e expropria grandes lances de terras para a construção de colônias judaicas que tem um sistema legal, uma jurisdição e uma aplicação da lei distinta.”

“Esta realidade não é o inevitável resultado dos esforços do Estado de se proteger, mas o resultado de uma escolha. As colônias não têm nada a ver com a segurança nacional. O mesmo (se pode dizer) sobre as restrições de construção e desenvolvimento, da exploração econômica da Cisjordânia, do castigo coletivo de Gaza e da atual barreira de separação.”

“À luz de tudo isto, chegamos à conclusão de que como indivíduos que serviram na unidade 8200 devemos assumir a responsabilidade por nossa participação nesta ação e é nosso dever moral atuar... Não podemos seguir servindo ao sistema com a consciência limpa, negando os direitos de milhões de pessoas. Por isso, aqueles de nós que somos reservistas nos negamos a tomar parte nas ações do Estado contra os palestinos.”

Sete mil prisioneiros em greve de fome

Cerca de sete mil presos políticos palestinos deflagraram greve de fome em prisões israelenses após a morte suspeita de um prisioneiro cuja administração penitenciária sionista afirma ter se “enforcado no chuveiro”. Os dois mil prisioneiros palestinos presos nos últimos três meses nos grandes protestos que se levantaram na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental contra a ocupação de Gaza e os ataques de Israel tomam parte na greve.


Afeganistão: drones e crimes de guerra

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Pelo menos sete membros da resistência antiimperialista foram mortos em mais um ataque covarde com drone (avião não-tripulado) em 6 de setembro na província de Laghman, leste do Afeganistão. Segundo o porta-voz do governador provincial, Sarhadi Zwak, o ataque do drone ocorreu na localidade de Shamkat Dara, distrito de Alishang.

Poucas semanas antes, no fim de agosto, 14 membros da resistência já haviam sido mortos em outros bombardeiros de aviões não-tripulados do USA nas províncias de Logar e Kunar. No início de agosto, outras 30 pessoas também foram assassinadas na província do Nuristão. Desde o mês de julho, cerca de 12 ataques deste tipo foram realizados pelos invasores.

No último dia 10 de setembro, um ataque aéreo assassinou 11 pessoas e feriu várias também no leste do país. Segundo “autoridades” afegãs, o ataque foi realizado pela aviação do USA.

“Segundo a informação obtida pelo governador da província de Kunar, 11 civis, entre eles duas crianças e duas mulheres, perderam a vida em um bombardeio aéreo americano”, disse a presidência afegã, conivente com a invasão imperialista, em um comunicado. As informações foram divulgadas pela agência AFP.


Ucrânia: ativista antifascista preso e torturado

http://www.anovademocracia.com.br/138/19c.jpghttp://www.anovademocracia.com.br/138/19d.jpg

Na noite de 12 de setembro, o ativista Vladislav Wojciechowski, membro da União Borotba (Luta), organização que compõe a resistência antifascista na Ucrânia, foi sequestrado pelas hordas fascistas.

De acordo com a denúncia feita pela Borotba, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) pretende condenar Vladislav por “terrorismo”.

Explosivos foram plantados pelos fascistas no apartamento do ativista durante uma busca realizada por operativos policiais e grupos paramilitares nazistas que se autodeclaram grupos de “autodefesa”.

Vladislav foi brutalmente espancado na prisão e é mantido encarcerado pela SBU.

Organizações que prestam solidariedade com a resistência antifascista na Ucrânia sediadas na Europa organizam uma campanha de denúncias dirigidas à embaixada da Ucrânia em Londres. Elas exigem a imediata libertação de Vladislav Wojciechowski.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja