Estado Islâmico - A refundação da ‘Guerra Contra o Terror’

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Destroços de casa atingida pelo USA. Fronteira Irã-Turquia

Na última edição de AND, afirmávamos que a ascensão do famigerado Estado Islâmico refletia e seguia a linha da escalada de barbárie que o imperialismo vem impondo ao mundo, especialmente na região do Norte da África e Oriente Médio, na sequência dos acontecimentos do 11 de setembro de 2001. Além disso, o macabro EI atende perfeitamente às demandas conjunturais do bloco de poder geopolítico encabeçado pelo imperialismo ianque, da mesmo forma como caíram-lhe como uma luva aqueles “ataques” às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, e às instalações do Pentágono, em Washington, treze anos atrás.

A rigor, a ascensão do Estado Islâmico, com as imagens de cabeças “ocidentais” rolando sob adagas e notícias sobre toda sorte de atrocidades cometidas por esta força política-militar opressora e reacionária, parece representar uma autêntica refundação da estratégia de dominação global inaugurada justamente quando o avião da American Airlines foi atirado contra a torre norte do WTC naquele 11/9.

Mal a edição 138 de AND chegava às bancas com este alerta e o USA já realizava os primeiros bombardeios no Oriente Médio sob este mais novo mote, ou seja, o da “guerra” ao Estado Islâmico. Justamente no momento em que as contendas interimperialistas se agudizam naquela região do mundo, surge o “fato novo” do EI e abre-se assim uma oportunidade de novos engendros visando o desnovelamento dos impasses geopolíticos sobretudo na Síria — e os impasses gerais envolvendo os blocos de poder cada vez mais atolados na crise que corrói as estruturas que lhes sustentam.

É neste momento, um momento de apuros maiores do que os de 13 anos atrás — porque a crise avança em vez de reverter — que o imperialismo promove a refundação da “Guerra Contra o Terror”. Sim, “guerra”. A ênfase nesta palavra é uma preocupação do covil do imperialismo ianque, exatamente porque o entendimento do USA é o de que só a guerra de dominação global poderá tirar os seus monopólios do atoleiro da crise geral.

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