Ucrânia - Fascismo e ‘guinada ao Ocidente’: lados da mesma moeda

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Neonazistas derrubam estátua de Lenin

Nos últimos dias de setembro uma imagem vinda da segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkov, de uma estátua do grande líder revolucionário russo Lenin vindo abaixo, puxada com cabos e derrubada por uma escumalha, correu o mundo por meio das agências noticiosas do oligopólio internacional da imprensa burguesa, que a repercutiram quase em êxtase, anticomunista que este oligopólio é, e sob a “informação” de que a escória por trás do ato eram “nacionalistas”, eufemismo para fascistas largamente utilizado pelos arautos da contrapropaganda política antipovo.

O ministro do Interior do gerenciamento fascista da Ucrânia, Arsen Avakov, disse sobre o episódio que dera ordens à polícia política sob seu comando para “garantir apenas a segurança das pessoas, não do símbolo”.

“Lenin? Deixe que ele caia...”, arrematou, mal deixando esconder que a derrubada da estátua de Lenin em Kharkov, sob a escolta da polícia e com direito a repressão a quem tentou impedir a ação, foi mais do que um ato espontâneo. Ao contrário: foi um esforço a mais do “governo pró-Ocidente” de Petro Poroshenko e das hordas “nacionalistas”, como diz o oligopólio, que lhes guardam as costas para tentar enfraquecer a resistência armada antifascista e anti-imperialista.

No último dia 25 de setembro, Poroshenko disse que seu gerenciamento títere das potências capitalistas transatlânticas anunciou mais uma iniciativa no sentido de consolidar a Ucrânia como enclave geoestratégico do bloco de poder geopolítico encabeçado pelo USA, dizendo que o país vai entrar num período de “reformas” visando atender todos os pré-requisitos para um pedido oficial de ingresso como Estado-membro da União Europeia, o que deverá ser feito em 2020.

Vale lembrar que concomitantemente ao terror fascista instaurado por toda a Ucrânia, o gerenciamento Poroshenko esmera-se também em uma corrida para amarrar o país jurídica e institucionalmente aos interesses e à influência ianque e europeia. No mesmo dia em que manifestou a pressa do seu “governo” em fazer o país ingressar na UE, Poroshenko anunciou também que acabara de determinar a suspensão oficial da condição da Ucrânia de “país não-alinhado”, abrindo caminho para a entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, conforme requisição ianque.

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