De volta ao cinema

Um dos nomes mais importantes do cinema novo e autor de canções que viraram clássicos, o cantor, compositor e diretor de cinema Sérgio Ricardo está de volta ao circuito com o curta Pé Sem Chão. Tratando de problemas sociais vividos por grande parte da população pobre do Rio de Janeiro, o filme teve sua estreia durante o Festival de Cinema do Rio.

http://www.anovademocracia.com.br/139/13a.jpg

Foi um filme feito com uma turminha aqui do Vidigal, onde moro, que são profissionais jovens de grande talento para a música e o cinema — conta Sérgio Ricardo.

—  São pessoas que têm interesse em trabalhar com cultura e formam uma parceria muito interessante comigo, me incentivando a levar pra frente meus projetos — continua.

— Encaramos um sistema de produção em que o dinheiro não aparece, de forma que fizemos um filme na base do amor. E posso dizer que saiu uma coisa muito bonita, bem feita.

 Nascido em Marília, interior de São Paulo, Sérgio Ricardo começou a estudar piano aos oito anos de idade. Em 1952 mudou-se para o Rio e passou a fazer parte do núcleo de compositores da bossa nova. Lançou LPs e CDs, participou de festivais de música.

Sempre envolvido com problemas políticos e sociais, compôs músicas nesse sentido que originou a trilha sonora de filmes do cinema novo. Em Pé Sem Chão, além de dirigir, Sérgio atua, narra e assina a poesia e trilha sonora, que é a música Palmares, uma parceria sua com Capinam.

— A produção durou três meses e foram dois dias de filmagens. Costumo dizer que trabalhar com cinema para mim é uma cachaça, algo realmente animador, contar histórias com vida música e poesia — expõe.

— Essa união entre música e imagem é algo que gosto muito, e o filme é uma espécie de volta ao cinema novo, devido a temática e a forma com que é abordada. A intenção é de se fazer arte com a realidade brasileira.

Assim como na música, Sérgio se inspirou de alguma maneira em sua vivência, naquilo que conhece para compor a história.

— É sobre a remoção na favela, as remoções que muitas vezes acabam em incêndio, como em São Paulo, por exemplo, que incendiaram todo o morro. E aqui é assim também.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Paula Montenegro
Taís Souza
Rodrigo Duarte Baptista
Victor Benjamin

Ilustração
Paula Montenegro