Lutas de Libertação Nacional

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Curdistão: vitória à guerra de resistência!

Vitória à heroica guerra de resistência do povo curdo em Kobani contra o Estado Islâmico!

Declaração do Birô Político do Partido Comunista da Turquia/Marxista-Leninista (TKP/ML) publicada em 10 de outubro de 2014.

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As potências imperialistas do USA, Reino Unido e França promoveram, alimentaram e armaram grupos reacionários como a Frente Al Nusra e o EI (Estado Islâmico) afim de combaterem o regime de Assad em seu nome. Só quando se deram conta de que estes grupos não eram capazes de derrotar o regime de Assad, começaram a distanciar-se deles, até que seus interesses no Iraque se viram ameaçados. Agora querem ser vistos como opostos ao EI.

O imperialismo norte-americano criou a Al-Qaeda para combater os russos no Afeganistão, mas quando a Al-Qaeda entrou em contradição com os interesses estadunidenses, eles se voltaram contra. Após a captura de Mosul, no Iraque, pelo EI, compreendendo que sua dominação imperialista se via ameaçada pelo EI, agora, através da Otan, iniciaram uma coalizão internacional contra o EI. A única razão pela qual o Estado turco não queria fazer parte da coalizão internacional se deve a suas estreitas relações com o EI. O mundo inteiro deve saber que a resolução aprovada em 2 de outubro pela Grande Assembleia Nacional Turca não vai contra o EI.

Esta resolução oficial que permite aos soldados turcos ser enviados à Síria e Iraque está, de fato, dirigida contra o povo curdo em Kobani e Rojava (seção da pátria curda na Síria) que declarou a autonomia na região. A resolução oficial permite ao Estado turco criar um bloqueio na fronteira da Síria e declarar uma zona de exclusão aérea. A resolução põe em ênfase, ademais, que na Síria o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) representa uma séria ameaça, demonstrando claramente o principal objetivo da resolução e as intenções do Estado turco.

O Estado fascista turco tem fomentando os ataques do EI contra Rojava desde 2011. Tem apoiado e fortalecido o EI armando-lhe e sustentando-lhe. Desde que começou seu mais brutal ataque sobre Kobani, o Estado turco tem aumentado seu apoio ao EI. Os funcionários têm confirmado que combatentes feridos do EI tem sido transferidos e tratados em hospitais em Adana e Gaziantep, na Turquia. O Estado turco abriu suas fronteiras ao EI com o fim de que suas forças possam entrar e sair do país com facilidade. Isto se tem visto na Turquia em numerosas ocasiões em transmissões na televisão.

O Estado turco é o padrinho do EI. O Estado turco tem atacado continuamente o povo curdo que trata de ajudar ao povo de Kobani cercado e rodeado pelo EI. Especialmente em Suruc, onde muitos curdos se concentraram durante dias, o exército turco lançou ataques contra as concentrações de curdos usando gás lacrimogêneo e projéteis reais com o objetivo de impedir que qualquer ajuda chegue a Kobani. Por um lado, o Estado turco está anunciando que se encontra em conversações de paz com o PKK, mas por outro lado, quando vê a oportunidade, o declara seu inimigo e o ataca. O Estado turco tem duas caras e continua considerando o povo curdo como seu inimigo.

O povo de Kobani não está só. Não necessita da ajuda das potências imperialistas. Não necessita das armas dos imperialistas. Os combatentes das YPG (“Yekîneyên Parastina Gel” – Unidades de Defesa Popular) e as YPG (Unidades Femininas Especiais das YPG) estão mostrando uma heróica resistência. Sua força é resultado do sólido apoio e recursos proporcionados por seu povo e seus camaradas. Chamamos a todos os povos amantes da liberdade em todas as partes a apoiar e estender a solidariedade com a resistência popular contra o EI em Kobani. Nos unimos em apoio do povo de Kobani e não os deixaremos só. As armas e o armamento pesado nas mãos dos criminosos bandos do EI não significam nada frente à heróica resistência dos combatentes de Kobani. A resoluta e heróica resistência do povo curdo transformará Kobani na tumba do EI. O Estado turco não pode impedir-lo.

Onda de protestos

Em 7 de outubro, sete manifestantes foram mortos pelas forças de repressão do Estado fascista turco na região fronteiriça com o Curdistão durante uma onda de protestos em solidariedade ao povo curdo.

Em Adana, na noite de 6 de outubro, as forças policiais já haviam feito disparos para o ar, mas também atiraram contra manifestantes.

As manifestações em solidariedade ao povo curdo abalam a Turquia desde a primeira semana de outubro. Os enfrentamentos entre manifestantes e as forças de repressão já deixaram, até o dia 15 de outubro, segundo informações do Ministério do Interior turco, 34 mortos e 360 feridos (incluindo 139 policiais) [fonte: secoursrouge.org]. Mais de mil pessoas foram detidas durante os protestos e dezenas são mantidas encarceradas.

Os manifestantes denunciam o Estado turco por negligenciar a situação dos milhares de curdos que buscam refúgio na Turquia devido às agressões do Estado Islâmico e por reprimir brutalmente as manifestações dos curdos e daqueles que se solidarizam com sua resistência.

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Palestina: criança com problemas mentais é detida

Circula na internet um vídeo que mostra dois soldados israelenses detendo um menino palestino em Hebron, na Cisjordânia. O jovem ficou sob poder dos soldados por cerca de 15 minutos e foi algemado, vendado e colocado dentro de um veículo militar.

Segundo a Btselem, organização israelense de defesa dos direitos humanos, o garoto de 11 anos foi acusado de atirar pedras contra o veículo. Ele foi solto quando seu pai apareceu e convenceu os militares de que o menino tinha problemas mentais e, inclusive, tinha dificuldade até de falar.


Afeganistão: resistência ataca mercenários

No dia 18 de outubro, agências internacionais noticiaram a explosão de um carro-bomba que aniquilou três soldados das forças de “segurança” afegãs, enquanto outro ataque aniquilou um chefe de polícia.

A explosão do carro ocorreu na periferia de Lashkar Gah, província de Helmand, no sul do país, informou Ghulam Sakhi Ghafori, comandante da polícia. Outros cinco soldados ficaram feridos.

Já a bomba que aniquilou o chefe de polícia foi detonada província de Khost, no leste afegão. Nesta ocasião, outros três policiais ficaram feridos.

Segundo a agência Associated Press, “ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques”, porém a resistência tem intensificado as ações contra forças de “segurança” mercenárias do Estado afegão e contra as forças imperialistas invasoras, que se preparam para deixar o país.


USA: Semana de Resistência em Missouri

No dia 11 de outubro, milhares de pessoas protestaram nas ruas da cidade de St. Louis, estado do Missouri, contra as atrocidades policiais e os crimes de racismo do Estado  ianque. Cerca de cinco mil manifestantes deflagraram a Semana de Resistência com uma marcha de 19 quilômetros entre Ferguson e St. Louis. Cerca de 200 manifestantes dirigiram-se para a sede da polícia em Ferguson, guardada por cinquenta membros das forças de repressão e enfrentaram os policiais com pedras e paus.

No dia 13, pelo menos 50 manifestantes foram detidos em Ferguson durante um novo protesto contra a violência policial e em memória do jovem Michael Brown, assassinado por um agente de repressão em 9 de agosto.

Em setembro último, o guitarrista Tom Morello, ex-membro da banda Rage Against de Machine, conhecida em por tocar músicas de protesto, divulgou a sua composição Marching on Ferguson (Marchando em Ferguson). A faixa foi inspirada nos protestos contra o assassinato do jovem Michael Brown. O guitarrista disponibilizou a música para ajudar financeiramente os manifestantes presos nos protestos deflagrados a partir de agosto no Missouri.

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