Policial Militar coordenava pistolagem em RO

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“Capangas”, “milícias”, agentes penitenciários e policiais militares fortemente armados eram contratados para realizar “segurança” nas fazendas da região de Ariquemes, em Rondônia, sob a coordenação de um oficial da Polícia Militar e ex-comandante do 7º Batalhão de Ariquemes.

A acusação, que não cita o nome do referido oficial, foi revelada em 15 de outubro de 2014 em Ji Paraná, na 733ª Reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, realizada na Câmara de Vereadores da cidade.

A informação teria partido de relatório do Núcleo Integrado de Inteligência da própria Polícia Militar, segundo a qual “se as autoridades não tomarem providências a situação poderá eclodir em graves conflitos agrários entre os proprietários rurais e os trabalhadores rurais sem-terras, inclusive assassinatos de ambos os lados”.

A Comissão, presidida pelo Ouvidor Agrário Nacional, desembargador Gercino José da Silva Filho, e por Aílson Silveira Machado, representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, recomendou à Corregedoria da Polícia Militar investigar a denúncia e apurar as responsabilidades da atuação de policiais militares em atividades ilegais de milícias na região.

Há anos os camponeses denunciam a ação de militares junto a bandos de pistoleiros armados em Rondônia. Casos semelhantes estão sendo denunciados também na região de Vilhena, onde um ex-subtenente coordenaria a atuação de segurança privada nas fazendas da região de Vilhena, Chupinguaia e Corumbiara.

Os camponeses também denunciaram a ação conjunta de pistoleiros e policiais contra as famílias do Acampamento Monte Verde, no município de Monte Negro. Segundo as informações apresentadas à Ouvidoria Agrária, policiais militares de Buritis estariam trabalhando ilegalmente como “seguranças” do latifundiário Nadir Jordão dos Reis e fizeram disparos contra o acampamento.

Segundo denúncias recebidas pela CPT – RO, três camponeses resultaram baleados nesse ataque contra o Acampamento Monte Verde em julho passado.

Outras denúncias de participação de agentes policiais em bandos de pistoleiros foram apresentadas na nota da CPT, que aponta entre as causas dos conflitos agrários em Rondônia a “diminuição da criação de novos assentamentos nos últimos anos, unida ao aumento do desemprego com a finalização das obras das Usinas do Madeira, com sucateamento do Incra”.

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