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Índia: as mulheres na Guerra Popular

Informações com base no artigo As mulheres naxalitas* ocupam um papel de combate, de Rabindra Nath Choudhury, publicado na web pelo periódico indiano The Asian Age.

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Em 2008, a hierarquia máxima dos maoístas era composta apenas por 25% de mulheres. Agora a representação feminina nesta hierarquia cresce a passos largos, chegando a 60%.

Os informes da inteligência (do velho Estado indiano) têm mostrado que a tendência de homens maoístas dirigirem as unidades de combate do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) está se invertendo recentemente com dirigentes femininas encabeçando vários pelotões e companhias, assim como vários comitês de áreas e comitês de divisão do Partido Comunista da Índia (Maoísta). As recentes nomeações de Sujata como líder do comitê militar do estado de Dandakaranya, Niti como chefe do comitê de divisão de Bastar Sur e Madhavi à frente do comitê da de divisão de Bastar Ocidental, são exemplos disso.

Antes, o papel dos quadros femininos era restrito a assistir seus companheiros em suas respectivas unidades. Agora, os quadros femininos têm sido recrutados para os papéis de combate.

A emboscada do ano passado ao comboio do Partido do Congresso [partido reacionário que participa do governo central e de várias outras instâncias do Estado] no estado de Chhattisgarh, que resultou em 27 mortos, é uma prova disso. Descobriu- se que o número de mulheres superava o número de homens nesse grupo combatente.

*O termo ‘naxalita’ vem de Naxalbari, nome de uma aldeia situada em Bengala Ocidental, onde, em 1967, ocorreu um grande levantamento de massas dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista), cuja liderança à época era Charu Mazumdar, destacado dirigente maoísta. ‘Naxalita’ passou a ser, portanto, o termo utilizado pelas massas populares da Índia para designar os militantes maoístas e, atualmente, os militantes do PCI (Maoísta) e os combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação.


Ações guerrilheiras

Em 10 de novembro, combatentes do EGPL atacaram a empresa de capital indiano e japonês produtora de produtos a base de colágeno Nitta Gelatin India Limited, em Kerala. Os guerrilheiros quebraram a fachada de vidro do edifício, destruíram computadores e um veículo.

Os combatentes do EGPL deixaram panfletos acusando a empresa de contaminação de uma vasta região e da superexploração de seus operários. Os panfletos também foram distribuídos para os funcionários da empresa e para a grande multidão que se reuniu próxima ao local durante a ação.

Também no dia 10 de novembro foram registrados grandes painéis e cartazes colados em diversas cidades indianas em alusão ao décimo quarto aniversário do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação.

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