65 anos da fundação da República Popular da China

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Grandes êxitos da Revolução Chinesa

Colaboração do Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoísmo

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Mao Tsetung, o Grande Timoneiro dirigente da maior revolução da história

"O povo chinês colocou-se de pé!"

Com estas palavras o Presidente Mao Tsetung iniciou o pronunciamento que encerrou uma etapa da Revolução Chinesa e abriu outra nova: a da revolução e construção socialistas. Em 1º de outubro de 1949, milhões de chineses reuniram-se diante do antigo Palácio Imperial, em Pequim, e ouviram atentos o discurso de proclamação da República Popular, transmitido aos povos do mundo pela Rádio Pequim, anunciando a entrada da China em uma Nova Era. Sob a direção do Partido Comunista da China, a Guerra Popular Prolongada conduziu ao triunfo da Revolução de Nova Democracia em todo o país, reduzindo a cinzas a semifeudalidade e a dominação imperialista, libertando a imensa maioria do povo chinês de milênios de opressão e exploração. Ao som dos acordes do novo hino chinês, a bandeira vermelha com cinco estrelas amarelas tremulou pela primeira vez e os combatentes do heroico Exército Vermelho, em marcha triunfal, saudavam o Presidente Mao Tsetung.

Em 1927, Joseph Stalin, dirigente do Partido Comunista da União Soviética, destacava: “A China é uma nacionalidade compacta, com uma população de várias centenas de milhões de habitantes e constitui um dos mercados de venda e exportação de capitais mais importantes do mundo. O imperialismo tem que golpear o corpo vivo da China nacional, despedaçá-lo e despojá-lo de províncias inteiras, com o fim de preservar suas velhas posições, ou ao menos para reter algumas delas”.

Em diversas ocasiões, essas potências se uniram para enfrentar as lutas de libertação do povo chinês, como em 1900, quando forças aliadas de oito potências imperialistas, entre elas Japão, Inglaterra, USA, Alemanha e Rússia invadiram Pequim e massacraram as forças patrióticas do movimento anti-imperialista Yi Ho Tuan, também conhecido como Insurreição dos Boxers.

Em 1911, sob a direção do burguês revolucionário Dr. Sun Yat-Sen e do Kuomitang (Partido Nacionalista), que então representava a aspiração de liberdade e independência da China da dominação colonial imperialista e opressão feudal, o povo chinês pôs abaixo a última dinastia imperial instalando a República.

Em 1921, sob o influxo da vitoriosa Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, é fundado o Partido Comunista da China. A partir de então, as massas de milhões de camponeses, aliadas ao incipiente proletariado urbano e a intelectualidade revolucionária, dispuseram de um programa para promover profundas e radicais transformações no país: o da Revolução Democrática Antifeudal e Anti-imperialista.

Entre os anos de 1924 e 1927, os países imperialistas se uniram mais uma vez para combater a Primeira Guerra Civil Revolucionária dirigida pelo Partido Comunista. O povo chinês teve que enfrentar, durante todo esse tempo, não só as agressões imperialistas, mas também as classes feudais e de grandes burgueses locais que se aliavam e serviam a diferentes amos agressores estrangeiros.

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Exército Vermelho entra vitorioso em Pequim

Após a morte de Sun Yat- Sen, em março de 1925, o Kuomitang, sob as ordens de Chiang Kai-Shek, que traiu seu ideário democrático, passando a oprimir as massas, levou a cabo ondas de repressão contra o Partido Comunista da China nas cidades, como os massacres contra os insurretos de Cantão, e desatou no campo sucessivas campanhas de cerco e aniquilamento contra as bases de apoio revolucionárias e combatentes do Exército Vermelho. Milhares de militantes comunistas e ativistas das massas foram perseguidos, presos e massacrados durante as duas décadas que seguiram sua ascensão ao comando do Kuomintang.

Em 1927, desencadeia-se a Segunda Guerra Civil Revolucionária com a insurreição de Anchang e o Levantamento da Colheita de Outono nas Montanhas Chingkang, a primeira Base de Apoio Revolucionária. Sob a direção do Presidente Mao, milhares de camponeses empunhando lanças de bambu e armas rudimentares sublevaram-se e marcharam pelos povoados da região fronteiriça do Hunan e do Kiangsi, combatendo as tropas do Kuomitang em todo o percurso, impondo- lhes sérias derrotas. “Assim começou a grande luta aberta pelo poder”, definiu Mao Tsetung, que tomou parte e dirigiu esse grandioso levantamento de massas.

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O Grande Salto à Frente

O presidente Mao rechaçou a linha direitista de Chen Tu-siu, de união a qualquer preço com o Kuomitang de Chiang Kai-shek, o qual havia traído a revolução democrática e o povo chinês. Fez o mesmo, em luta dura e sagaz contra as linhas oportunistas de “esquerda” de Li Li-san, Chu Chiu-pai e Wang Ming, que logo manifestou outra linha direitista. Manejando correta e firmemente a ideologia científica do proletariado, àquela época o Marxismo-Leninismo, liderou os comunistas chineses e a Revolução Chinesa através da Guerra Popular. De forma acertada, converteu a difícil situação de cerco e aniquilamento pelas tropas reacionárias do Kuomitang, empreendendo a Longa Marcha a partir de 1934. Combateu a linha de fuga e de insurretos errantes de dirigentes como Kao Kang, impondo a correta linha da guerra popular na histórica reunião ampliada do Birô Político em Tsunyi, em janeiro de 1935.

A reunião de Tsunyi realizou um balanço da crítica situação em que perigava a revolução, combatendo os erros cometidos até então pela direção do partido que insistia em uma linha militar incorreta que provocava graves perdas ao Partido, ao Exército Vermelho e à Frente Única Revolucionária, com seu centro no Novo Poder levantado nas Bases de Apoio Revolucionárias. Desde então, o Presidente Mao assumiu a direção do Partido e da Revolução Chinesa, mudando seu rumo e passando a empreender o caminho da guerra de resistência ao Japão, impondo a linha da Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao socialismo, através da Guerra Popular Prolongada.

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Mulheres na Revolução Cultural

Enfrentando os mais terríveis combates, organizando e mobilizando os camponeses, criando Bases de Apoio da Guerra Popular, o Exército Vermelho, apesar das enormes baixas sofridas, logrou romper o cerco e estabeleceu a Base de Apoio de Shanxi-Gansu-Ningsia, que se converteu na principal Base de Apoio e grande retaguarda para a tomada do poder em todo o país.

Retificando os erros, com base em uma correta análise de classes, o partido foi capaz de mobilizar todas as forças anti- imperialistas e antifeudais do país, compreendendo os momentos corretos de combater e de se aliar ao Kuomitang para derrotar o inimigo principal: o agressor japonês. Teve também a capacidade de compreender o momento correto de romper essa aliança quando o Kuomitang havia passado total e definitivamente para o lado da reação e aplastá-lo na Terceira Guerra Civil Revolucionária após a expulsão do invasor japonês em 1945, culminando no triunfo da grande Revolução Chinesa em 1º de Outubro de 1949.

No artigo Mao Tsetung na Revolução Chinesa, Chen Po Ta, então dirigente do Partido Comunista da China, explica a formulação que permitiu o triunfo dos comunistas na luta com o Kuomitang:

“Em outras palavras, é possível para o proletariado nos países coloniais e semicoloniais estabelecer, sob certas condições históricas, uma frente única revolucionária com a burguesia nacional. Certamente, nessa frente única, o proletariado não deve ocultar sua posição independente e deve manter efetivamente a independência do movimento proletário. O proletariado deve criar sua própria posição de direção na frente única. Este princípio foi também formulado por Lenin e Stalin.”

Foram tormentosos e heroicos combates até a o triunfo da Revolução de Nova Democracia em todo o país. 

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Cartaz chinês exaltando a luta anti-imperialista

A construção do socialismo*

O poderoso “vento do leste” varreu séculos de atraso e a Nova China alcançou rapidamente os mais elevados índices de produção, atingindo em poucas décadas o que as potências europeias demandaram mais de dois séculos para alcançar com as revoluções burguesas na França e na Inglaterra. Os anos que seguiram foram de árdua luta para derrotar os resquícios da semifeudalidade em cada rincão do imenso país, as tentativas de restabelecimento da contrarrevolução e fazer avançar a Revolução Socialista, para transformar o país atrasado e dominado até então pelas potências imperialistas em um país industrializado e desenvolvido.

Dentre as grandes conquistas da República Popular da China destacam-se as obtidas pela Revolução Agrária, empreendida pelas massas camponesas dirigidas pelo Partido Comunista ao longo de décadas de luta armada revolucionária. As profundas transformações no campo foram reconhecidas e aprofundadas com a promulgação da Lei de Reforma Agrária da República Popular da China em 1950, que aboliu o feudalismo e pôs fim ao latifúndio. Os latifundiários tiveram as terras confiscadas, os templos e mosteiros foram requisitados pelo Estado da ditadura do proletariado sem qualquer compensação. Animais de tração, maquinário agrícola e benfeitorias do latifúndio foram igualmente confiscados e entregues aos camponeses.

A terra e outros meios de produção foram distribuídos aos camponeses sem discriminações de idade, sexo ou nacionalidade. Todas as dívidas dos camponeses com os antigos proprietários de terras e agiotas foram canceladas. Os impostos locais que os latifundiários impunham às massas de camponeses foram abolidos.

No início de 1953, a Revolução Agrária foi concluída em todo o país (com exceção de um pequeno número de regiões habitadas por minorias nacionais) abrangendo um território onde viviam mais de 450 milhões de camponeses, entregando a eles 116 milhões de hectares de terras cultiváveis, tudo isso em um intervalo de pouco mais de três anos após a proclamação da República Popular.

Mesmo antes da fundação da República Popular da China, nos anos das guerras revolucionárias, havia organizações de ajuda mútua de produção agrícola. Nas zonas libertadas pelo Exército Vermelho, surgiram cooperativas agrícolas de tipo coletivista ou socialista. Mas uma extensa organização de grupos de produção e cooperativas com base na ajuda mútua só foi possível após a fundação da República Popular. Até o final de 1951 havia mais de 300 cooperativas de produtores agrícolas na China, tanto socialistas como coletivistas. No final de 1953, o número excedeu a 14 mil. Em junho de 1955, havia 650 mil cooperativas de produtores agrícolas abrangendo 16,9 milhões de áreas camponesas. As forças produtivas da agricultura foram libertadas das amarras das velhas relações feudais, completando assim a revolução democrático-burguesa sob a direção do proletariado, abrindo caminho para a grande tarefa de industrialização e a construção do socialismo na China.

Em primeiro lugar, empreendeu-se a nacionalização da grande indústria e dos bancos. Todas as grandes empresas industriais, transportes, todos os meios de produção pertencentes à grande burguesia foram confiscados, mas preservando os direitos e a propriedade da burguesia nacional (média burguesia). Todos os tratados desiguais com os Estados estrangeiros, todos os velhos costumes, leis e regulamentos por meio do qual os imperialistas estrangeiros saquearam o povo chinês foram abolidos. Estabeleceu-se o controle estatal do comércio exterior e a China foi finalmente libertada da escravidão imperialista.

As riquezas minerais, águas, florestas, terras virgens e outros recursos naturais também passam a ser propriedade estatal. A economia socialista se desenvolve com base em empresas cooperativas baseadas na propriedade coletiva das massas trabalhadoras.

A participação relativa do setor socialista da indústria e do comércio cresce rapidamente. Em 1949, 34% da produção industrial veio de empresas públicas, 2% de empresas mistas (Estado/ privadas) e 63% de empresas privadas. Em 1954, a participação das empresas públicas subiu para 59%, e a de empresas mistas para 12,3%, enquanto a porcentagem de interesses privados foi reduzida para 24,9%. Em 1954, também, 89% do comércio atacadista foi conduzido pelo Estado Socialista e as organizações cooperativas.

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A Grande Revolução Cultural Proletária

Essa é uma pequena fração dos grandes êxitos da Revolução Chinesa alcançados em apenas cinco anos após a fundação da República Democrática. Já abordamos, em outras ocasiões, diferentes acontecimentos e aspectos dessa que foi a mais grandiosa Revolução, a que atingiu o mais alto patamar: o da Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP), deflagrada em 1966.

 “Canhonear o quartel general da burguesia”, convocou o Presidente Mao Tsetung para a mobilização das amplas massas numa batalha sem quartel contra os defensores encobertos do caminho capitalista na China que ocupavam postos de direção no PCCh e no Estado Socialista.

A GRCP é um monumental aporte do Presidente Mao Tsetung ao marxismo-leninismo, pois com ela resolveu-se a questão de como conduzir a luta de classes nas condições da ditadura do proletariado, para desenvolver a construção do socialismo, lutar contra as linhas defensoras do caminho capitalista e a inevitável tentativa de restauração burguesa.

Mao Tsetung afirmou: “A Revolução Cultural atual é a primeira do gênero. De futuro, tais revoluções ocorrerão necessariamente por várias vezes. A questão de saber o resultado da Revolução quem acabará por vencer requer um período muito longo. Se não for conduzida com êxito, a restauração do capitalismo continuará possível*. Todos os membros do Partido e o povo de todo o país devem evitar acreditar que poderão dormir tranquilamente e que tudo correrá bem depois de uma, duas, três ou quatro grandes revoluções culturais. Temos agora de manter uma atenção muito especial e não abrandar em nada nossa vigilância” (Pequim Informa – 05/07/1967 – n.º 20).

Desfraldando a consigna de que “nunca se deve esquecer a luta de classes”, levou a fundo o já definido de que “A sociedade socialista compreende um período histórico muito longo. Classes, luta de classes e luta entre via socialista e via capitalista são nele uma constante. Revolução socialista apenas no domínio econômico (no que respeita à propriedade dos meios de produção) não basta, nem, de resto, assegura a estabilidade. Deve haver também revolução socialista completa nos domínios político e ideológico. A luta para saber quem ‘vencerá’, se o socialismo ou se o capitalismo, nos domínios político e ideológico, exige um período de tempo muito longo até decidir-se o seu resultado. Para tal, não bastarão algumas dezenas de anos; em toda parte, são necessários à vitória cem anos, mesmo centenas de anos.(....) Neste período histórico socialista, temos de manter a ditadura [do proletariado], conduzir a revolução socialista até o final se quisermos impedir a restauração capitalista e empreender a edificação socialista, a fim de criar as condições de transição para o comunismo” (‘O Pseudo-Comunismo de Kruschov e as Lições Históricas que dá ao Mundo’, de 14/07/1964).

Com a GRCP, milhões de massas tomaram em suas mãos os assuntos do Estado, os problemas políticos, militares, culturais, relativos à produção, etc., e derrubaram os falsos revolucionários encrustados no Partido, no Exército Popular e no Estado, dando origem aos Comitês Revolucionários Três em Um, como os novos órgãos de poder do proletariado. As amplas massas puderam, pela primeira vez na história, mobilizando-se em grandes ondas incessantes, estudar, compreender e manejar o marxismo- leninismo e sua terceira etapa, o Pensamento Mao Tsetung (como denominou-se inicialmente o Maoísmo). A GRCP constituiu-se na etapa mais avançada e mais alta já alcançada pela revolução proletária e se afirma como necessidade e acertado caminho na forma de sucessivas ondas para a eliminação das classes sociais, condição única para entrar toda a Humanidade ao luminoso comunismo.

Com a morte do Presidente Mao Tsetung, em 9 de setembro de 1976, as posições revisionistas na direção do Partido Comunista ganham força e iniciam um golpe contrarrevolucionário, conduzindo a restauração do capitalismo. As principais lideranças comunistas defensoras do Maoísmo foram afastadas dos postos de direção do Partido e do Estado e milhares de quadros maoístas foram perseguidos, presos e assassinados. Entre eles, a comunista Chiang Ching, dirigente do Partido que desempenhou papel de destaque na Grande Revolução Cultural Proletária e, durante vários anos, foi companheira de Mao Tsetung. Presa um mês após a morte do grande dirigente da Revolução, ela foi julgada em um tribunal presidido pelos revisionistas e condenada à morte — pena posteriormente “comutada” para prisão perpétua — por “excessos” durante a Grande Revolução Cultural Proletária. Ela morreu, o mais provável assassinada por envenenamento, no cárcere defendendo irredutivelmente o Maoísmo e a Revolução.

Nos dias atuais não existe nenhum país socialista. Apesar de os monopólios de comunicação gritarem histéricos contra China, Cuba e República Popular Democrática da Coreia, buscando vincular a condição atual de atraso e dominação dos povos desses países ao “comunismo”, isso não passa do ódio e pavor das classes dominantes do espectro que os assombra há mais de um século e meio, como fora anunciado no Manifesto do Partido Comunista pelos fundadores do socialismo científico, Karl Marx e Friedrich Engels.

Há sim, processos de Guerras Populares dirigidos por partidos comunistas maoístas, que, sustentando a bandeira vermelha de Marx, Engels, Lenin, Stalin e Mao Tsetung, se levantam na Índia, Turquia, Filipinas e Peru. Dirigidos por esses partidos, heroicos combatentes, nas selvas e campos, nos Andes, desertos de areia ou na neve, fazem tremer os reacionários de seus países e do mundo inteiro, aplicando a consigna formulada por Mao Tsetung, o Grande Timoneiro da Revolução Chinesa e da Revolução Mundial: “o poder nasce do fuzil”.

Concluímos o presente artigo com as palavras do doutor Abimael Guzmán, o Presidente Gonzalo, chefatura do Partido Comunista do Peru e da Revolução Peruana, que encontra-se encarcerado e incomunicável desde sua prisão pelo Estado genocida peruano em setembro de 1992. Naquela que ficou conhecida como a Entrevista do Século, concedida ao jornal El Diário, ele declarou:

“Tudo o que faz refletir seriamente e entender o problema da restauração e contrarrestauração, não é problema de lamentação nem queixas como alguns tratam de difundir; o problema é enfrentar a realidade e compreendê-la, e a compreendemos e tomamos a questão da restauração e contrarrestauração que o próprio Lenin já levantara e que o Presidente Mao magistralmente desenvolveu. Nenhuma classe nova na história se assentou de uma só vez no Poder; o conquistou e o perdeu, o recuperou e voltou a perdê-lo até que, em meio de grandes lutas e contendas, lograva afirmar-se no Poder. Coisa igual se passa com o proletariado, porém grandes lições nos têm deixado, inclusive na construção socialista, portanto é uma grandiosa experiência. Ao fim e ao cabo é o processo da história e o que deve preocupar-nos é como prevenir a restauração do capitalismo, e toda revolução que está em marcha deve pensar, como nos ensinou, nos longos anos por diante, nos longos anos por vir e estar seguros de que o processo de desenvolvimento do proletariado na conquista do Poder, no estabelecimento da ditadura do proletariado, em sua defesa e condução da revolução já estão definidos, que já há grandes marcos históricos e que, em consequência, a perspectiva é que a classe, tirando lições, vai conquistar o Poder, estabelecer a ditadura do proletariado em todo o globo; e que o proletariado já não será derrotado e sim que prosseguirá seu caminho de transformação até que se extinga o Estado quando nos adentremos ao comunismo.”

*Os dados aqui apresentados foram extraídos do Manual de Economia Política, da Academia de Ciências da URSS, publicado pela primeira vez em Moscou, em 54, tendo uma segunda edição revisada e ampliada em 1955, a qual utilizamos. O Manual de Economia Política teve uma terceira edição publicada na União Soviética em 1959. O texto da terceira edição foi editado conforme a linha do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, que foi marcado pelo golpe revisionista de Nikita Kruschov que conduziu a restauração do capitalismo na URSS e se difere sensivelmente do texto das edições de 1954 e 1955. Em 1960, foram publicadas as anotações e críticas do Presidente Mao Tsetung sobre a terceira edição (de 1959) do Manual de Economia Política em Notas de leitura acerca do Manual de Economia Política da União Soviética. Tivemos o cuidado de levar em consideração os apontamentos do Presidente Mao, apresentando aqui apenas os dados concretos do período da construção socialista na China de 1949 a 1954.

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