Editorial - Direita versus "esquerda"

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Nos últimos tempos, os setores declaradamente fascistas têm extravasado seus anseios de mais um golpe militar no Brasil. Para tanto, têm se valido dos órgãos mais reacionários e peçonhentos do monopólio da imprensa e de figuras decadentes e ressentidas do “meio artístico”, que a todo momento despejam sua baba hidrofóbica contra o comunismo e a verdadeira esquerda revolucionária.

E, se suas manifestações de rua por enquanto são pateticamente pequenas, não se pode dizer que isso não influencia ninguém, porque com a crise econômica já instalada, está conformado o caldo de cultura para sua expansão.

E é o oportunismo eleitoreiro, principalmente PT e pecedobê, o responsável por chancelar todos esses ataques imundos dessa récua de bandidos, já que procuram a todo tempo se identificar com a esquerda, principalmente no período eleitoral, mas na verdade acata e põe em prática todo o diktat imperialista em nosso país.

Valendo-se do passado longínquo de luta contra o regime militar de alguns de seus integrantes, as siglas oportunistas não fazem mais que enlamear o comunismo, porque os cabecilhas de PT e pecedobê, incluindo Dilma, não passam de traidores e renegados, que no gerenciamento deste velho Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo, não titubeiam em presidir a repressão contra o povo. São reformistas sem reformas, medíocres incapazes de realizar sequer medidas que amenizem minimamente os padecimentos das massas, mas que arrotam magnanimidade por causa de alardeados programas de “políticas compensatórias” receitados pelo Banco Mundial no intuito de dar um rosto humano ao capitalismo.

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Especialmente Dilma, que preferiu salvar a própria pele e entregar companheiros seus de luta e outros camaradas, hoje “governa” sobre um púlpito de ossos dos mortos e desaparecidos do regime militar e não tem um pingo de autoridade ou vontade manifesta de punir os mandantes e executores (civis e militares) dos mais brutais crimes contra os melhores filhos e filhas do povo brasileiro.

Mas é também contra sua descorada imagem de guerrilheira que ora se assanham esses setores e grupos que o diletantismo acadêmico e os ideólogos do oportunismo eleitoreiro batizaram de “onda conservadora”. Embuste tal como o que os de sua pequena corte de puxa-sacos, na recente corrida presidencial, pretendeu e ensaiou promover uma delatora a “Coração Valente”.

Os de boa memória se recordam que esses mesmos intelectuais atacaram as jornadas de protesto popular desencadeadas em 2013 como “coisa da direita” e responsável pelo “ascenso do fascismo”.

Obviamente que os atuais gerentes do velho Estado, e mesmo a parte do oportunismo que finge lhe fazer oposição, não ignoram que ao compartilhar um parlamento com o que há de mais oligárquico e reacionário e sua apologia deste valhacouto como “democracia representativa”, “casa do povo” e outros eufemismos para balcão de negócios ilícitos, justifica e legitima o fascismo. Não bastando isso, ainda se aliam a essas figuras sinistras e lhes regalam com todo tipo de privilégios.

E é em nome desses compromissos que hoje os oportunistas na gerência de turno do velho Estado comandam a mais brutal repressão contra o movimento camponês combativo, contra a juventude combatente e contra o movimento operário que resiste e luta fora da redoma das centrais sindicais pelegas.

Apenas isso já revela a falácia utilizada na campanha eleitoral, insuflando o medo da “volta ao passado”. De que passado falam os oportunistas, se têm como aliados preferenciais o que há de mais retrógrado e fantasmagórico entre os representantes das classes dominantes?

Devido à aproximação do estouro de profunda crise, os atuais ocupantes do Planalto vêm tentando alimentar o clima de campanha eleitoral permanente. Para isso já se valem de falsas polêmicas, como plebiscito e referendo numa quimérica “reforma política”, o engodo de “participação popular” e outros. Além da velha cantilena reformista em nossa história, o sempre presente alarde do “perigo de golpe” toda vez que algo se levanta contra seu gerenciamento.

Esses idiotas que bradam por intervenção militar perdem seu tempo. Apesar de as forças armadas odiarem o comunismo tanto quanto eles, reconhecem que a gerência oportunista do PT no velho Estado tem sido, em época tão turbulenta em todo o mundo, a mais funcional ao imperialismo, embora esteja já se esgotando a necessidade de seus serviços.

Enfim, toda essa imundície expelida à luz do dia e que enoja a Nação não é nada mais que a agudização das pugnas entre os diferentes grupos de poder. Apesar de terminado o pleito de sua “democracia”, com o agravamento da crise a disputa passa ao vale tudo para decidir quem cairá menos. Quando a crise se agrava e não pode ser mais maquiada, a luta se encarniça e os pudores sobre a “democracia” que vão aos diabos.

Já os verdadeiros revolucionários têm mesmo que se preparar para derrotar o fascismo, tanto sua vertente descarada que se gesta nesses círculos arrivistas, como, principalmente, aquele que é congênito deste velho Estado e que é impulsionado de modo tão zeloso pelo oportunismo há doze anos.

E uma vez mais é preciso bradar que o fascismo não passará!

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