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Bélgica: mais de cem mil nas ruas

Mais de cem mil manifestantes tomaram as ruas de Bruxelas em 6 de novembro contra as medidas antipovo de arrocho e cortes de direitos estipuladas pelo “governo”.

Organizações sindicais e populares convocaram greves e manifestações. Trabalhadores e jovens com os rostos cobertos, empunhando bandeiras e agitando palavras de ordem marcharam pelas ruas do centro da capital e enfrentaram as forças de repressão varrendo todos os obstáculos que se interpunham ao trajeto do protesto: carros foram virados e incendiados, ônibus foram arrastados. Chuvas de pedras fizeram as forças de repressão recuar.

Barricadas com lixo e madeira arderam nas principais ruas e avenidas servindo de escudo para as massas que combateram a repressão ao longo do dia.

As companhias que administram o metrô venderam bilhetes mais baratos para os manifestantes participarem dos protestos. Iniciativas como essa também foram adotadas por outras empresas, que venderam água e outros produtos mais baratos aos manifestantes. Grandes empresas e prédios de representações dos monopólios no país foram forçados a fechar as portas pela manifestação multitudinária.

As organizações sindicais presentes declararam que esse primeiro protesto foi a primeira ação que poderá culminar em uma greve geral em 15 de dezembro contra as medidas “de austeridade” anunciadas pelo reacionário primeiro-ministro Charles Michel, que determina cortes em investimentos em diversos setores públicos e privados para tentar amainar os graves impactos da crise geral do imperialismo no país, entre as quais também está a elevação da idade para a aposentadoria, cortes em investimentos em cultura, cortes de direitos trabalhistas do funcionalismo público etc..

Dezenas de ativistas foram presos no grande protesto de 6 de novembro. Muitos foram libertados e, segundo notícias de agências internacionais, muitos identificados como lideranças e autores de “atos de vandalismo” continuam presos, entre eles militantes anarquistas, ativistas de organizações operárias e estudantis, e muitos estivadores, categoria que esteve na linha de frente dos combates contra as forças policiais.

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