É com resgates que se faz reféns

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Milhares de pessoas foram às ruas de Paris em protesto contra a Troika

A crise geral de superprodução relativa do capitalismo, que se espalha como um rastilho de pólvora entre paióis e que na Europa assume a forma de “crise da dívida”, tem sido capaz de subverter a lógica do banditismo comum quando se trata de crime de sequestro: é com o pagamento de resgates que se faz um refém.

A Grécia, por exemplo, está hoje na condição de refém das instituições “supranacionais” ou “multilaterais” da Europa do capital monopolista e do FMI depois de receber dois “resgates” cuja soma total alcança nada menos do que 240 bilhões de euros e, estando nas mãos dos sequestradores, já foi avisada de que terá que aceitar um terceiro, a chegar em 2015, visando manter todo um país em cativeiro por mais tantos anos quanto sejam necessários para ajudar a encher o balão de oxigênio dos bancos e monopólios moribundos dos países centrais do imperialismo europeu.

A Comissão Europeia, que recentemente havia condenado um ínfimo aumento do salário mínimo português, como que tripudiando da degradação sem precedentes do poder de compra de quem ainda consegue manter um emprego em Portugal com o país sob draconiana intervenção da Troika, em meados de novembro fez a mesma provocação ao povo espanhol, em documento no qual classifica de “lento e ineficiente” o programa de corte e congelamento salarial do gerenciamento Mariano Rajoy, ressaltando que a média salarial caiu “apenas” 4,5% entre 2008 e 2013. Há cerca de um ano, no fim de 2013, o FMI que com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu compõe a famigerada Troika havia recomendado uma redução salarial média de 10% na Espanha.

Na França, cerca de 100 mil pessoas saíram às ruas no último 15 /11 em marchas contra a “austeridade” realizadas de forma coordenada em diversas cidades do país. Só em Paris, 30 mil protestaram contra as políticas antipovo do “primeiro-ministro” Manuel Valls e do “presidente” e “socialista” François Hollande, que já anunciaram a manutenção para 2015 do congelamento dos salários e das aposentadorias, ao passo que mantêm um sem número de benesses ao capital monopolista em crise. São as massas trabalhadoras francesas em luta contra o arrocho sem fim, ainda que as marchas de 15 de novembro tenham sido convocadas por uma mixórdia de forças políticas que vão desde um Novo Partido Anticapitalista a renegados do Partido Socialista Francês, passando pelos “verdes”, todos reunidos no “coletivo 3A” (Alternativa À Austeridade).

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