LCP desmascara “Comissão Nacional de Combate a violência no campo”

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Em 20 de novembro foi realizada, em Montes Claros (MG), a 748ª reunião da denominada ‘Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo’, com a presença do Ouvidor Agrário Nacional Gercino Silva, do Incra-MG, do comando da PM, entre outras ditas “autoridades”. Cerca de cem camponeses de Pedras de Maria da Cruz e de outras áreas do Norte de Minas intervieram nessa reunião. Publicamos aqui trechos de carta da Comissão Nacional das LCPs dirigida aos participantes: “A realização, em Montes Claros, de reunião de número 748 da denominada ‘Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo’ aparenta grande preocupação, esforço e empenho da gestão Lula/Dilma/PT, há 12 anos no gerenciamento de turno do Estado genocida brasileiro, com os problemas que afetam a vida dos camponeses. Mas, na verdade, o fato de se chegar a tantas reuniões só atesta, de forma trágica, a existência e principalidade do problema agrário-camponês e da contradição que a expressa, entre os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra e o latifúndio.

Afinal, realizar 748 reuniões só confirma a gravidade do que chamam de ‘conflitos no campo’ e que é, na verdade, a situação de concentração da propriedade da terra, da preservação secular das relações de propriedade da terra a favor de uma minoria de senhores de terra e do seu poder oligárquico em detrimento da imensa maioria do povo do campo e de suas imensas massas expulsas para as cidades pela miséria, pela exploração e pela violência dos latifundiários, do Estado e de seus gerenciamentos de turno.

Que enquanto opera uma ‘Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo’, sob nome tão pomposo, o que faz é promover, encobrir, avalizar e favorecer a violência do Estado e dos latifundiários contra os pobres do campo. Quais têm sido as soluções apontadas para o que chamam genericamente de ‘conflitos’ que não seja enviar tropas cada vez mais armadas para guerra? Não criaram a Força de Segurança Nacional e até unidade de choque da Polícia Federal para reprimir camponeses, indígenas e outros trabalhadores? Onde e quando, em qual ‘conflito’ que as forças repressivas enviadas tanto pela ‘Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo’ quanto por outro órgão do Estado em que latifundiários ou seus gerentes foram presos, em que os arsenais de armas que possuem foram apreendidos?

Se os números revelam a gravidade da situação, o pomposo nome dado pelo PT a esta ‘comissão’ se encarrega de esconder a realidade. Violência no campo? Qual violência? De quem contra quem? Quantos camponeses, indígenas e quilombolas assassinados nestes anos?

Quem matou Cleomar? Não existe latifundiário?

A presente ‘audiência’ tem como principal objetivo sacramentar e tentar legitimar, ante a presença de trabalhadores, o golpe contra as famílias que o companheiro Cleomar liderava na luta há mais de 8 anos pela conquista das terras das fazendas Pedras de Maria, Pedras de São João e fazenda São Pedro, que passaram (após mais de 6 anos de sua ocupação pelo Acampamento Unidos com Deus Venceremos, onde o processo de desapropriação foi iniciado sob a gestão do superintendente do Incra-MG, senhor Marcos Heleno, e que fora repentinamente travado na burocracia em Brasília) a objeto de criação de suposto ‘Território Pesqueiro’, retirando destas terras os 1.660,71 hectares formados e banhados por vazantes. Ou seja, a melhor parte das terras que permitem aos camponeses tirarem o sustento para suas famílias. E pretendem fazer isto com demagogias sobre o assassinato covarde de nosso companheiro Cleomar Rodrigues.”

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