Lutas de Libertação Nacional

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Resistência curda: “Passamos à posição ofensiva”

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Comandante Azime Deniz(à esquerda), liderança do YPJ, junto a outras guerrilheiras curdas

Em 14 de dezembro, o blog ‘Odio de Clase’ publicou uma entrevista com a comandante Azime Deniz, liderança das Unidades de Defesa da Mulher (YPJ), para a agência ANF. Ela falou sobre a última situação em Kobane, onde os confrontos entre o reacionário Estado Islâmico (ISIS) e a resistência curda entraram no terceiro mês.

Deniz disse que, após dois meses em posição defensiva, agora a resistência passou à posição ofensiva depois de ter libertado uma série de lugares e que a resistência está preparada ante uma possível nova onda de ataques dos bandos criminosos do ISIS. Traduzimos aqui alguns trechos desta entrevista.

Poderia avaliar a situação final na resistência em Kobane?

Quando começaram os primeiros ataques do ISIS com o objetivo de ocupar Kobane, desenvolvemos uma resistência comprometida e estávamos em posição defensiva como uma tática. Durante o último mês, nos movemos da defensiva ativa à posição ofensiva, enquanto que, por outro lado, também mantivemos nossa posição de defesa. Nossas táticas avançaram principalmente pela proteção de cada casa, rua e bairro que libertamos.

Em outras palavras, não continuamos com a ofensiva apenas golpeando, mas golpeando e nos retirando. Também temos fortalecido ainda mais nossas linhas de defesa e enriquecendo-as com novas técnicas de defesa. Quando liberamos uma rua, também a convertemos em uma linha de defesa. Devido a diversas táticas, fizemos progressos significativos no último mês, tendo também um espírito de sacrifício, o que debilitou o ISIS e não permite a ele resistir em muitas posições, enquanto desenvolvemos a resistência nas zonas que estávamos debilitados.

Esta ofensiva contribui para a elevação moral dos combatentes?

Tem sido um grande passo para elevar a moral e a motivação de nossos combatentes. Tivemos uma alta moral e montamos uma forte resistência antes da ofensiva também, mas enfrentamos algumas dificuldades em termos de manter nossa moral enquanto permanecíamos na posição defensiva. Posso dizer que também ganhamos uma vantagem “espiritual” agora, depois de mudarmos para a posição ofensiva. Às vezes estamos tendo dificuldades na celebração de nossas forças, já que alguns companheiros estão levando a cabo ofensivas contra as quadrilhas do ISIS e tomando algumas casas, apesar de que não existe a planificação por nossa parte. Nosso compromisso e determinação pela libertação de Kobane cresceu com essa ofensiva.

A entrevista completa em espanhol pode ser lida no link: http://odiodeclase.blogspot.com.br

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