O pós-11/9 já estava escrito

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Paquistaneses queimam bandeira do USA e da Otan e efígie de Obama em protesto contra bombardeios aéreos

No fim de 2014 o canal a cabo de “jornalismo” das organizações Globo, a Globo News, tem repetido ad infinitum um trecho do discurso feito em outubro último na ONU pela menina paquistanesa Malala Yousafzai, prêmio Nobel da Paz 2014, que foi alvejada no rosto por um militante do Talibã quando estava a caminho da escola e deu a volta por cima, por assim dizer.

No dia do seu discurso, no qual criticou a opressão às mulheres em seu país, a paquistanesa de 16 anos de idade chegou de mãos dadas com o “secretário-geral” das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, à sede da Onu em Nova Iorque, em uma cena reveladora sobre como o imperialismo pode mesmo receber em sua casa com tapete vermelho as vítimas diretas ou indiretas da devastação que promove pelo mundo e ainda posar de reto tutor da sua desgraça, instrumentalizando-a justamente para reforçar as políticas de invasões, ingerências, bombardeios, ocupações e sabotagens que no fim da corda resultam em tragédias e dramas coletivos e pessoais, como o da jovem Malala e do seu país, esgarçado muito por causa da violência desencadeada pela submissão do Estado paquistanês ao USA e pela presença constante dentro ou ao redor das sua fronteiras de tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan.

A contrapropaganda de guerra é forte, na proporção do esforço que se faz necessário para manter credíveis os velhos álibis de quem espalha a opressão e a morte pelo mundo justamente “em nome da vida”, da “liberdade” e da “justiça”, mas a verdade é que as convulsões de agonia espasmódica dos monopólios internacionais em crise profunda e adiantada empurram as nações para a guerra imperialista, ponto culminante e desaguadouro inevitável dos esforços de partilha do mundo entre as potências capitalistas dividas em blocos de poder ora em franca concorrência por mercados, fontes de matérias primas e posições geoestratégicas nos quatro cantos do planeta.

Na ponta de lança das conformações para a primeira guerra imperialista do século XXI — sem falar nas guerras civis que o processo de repartilha do mundo vem fazendo eclodir, como na Síria e na Ucrânia — está a própria Otan, braço armado da “geopolítica ocidental”, a política de dominação global do USA e seus sócios, nomeadamente o imperialismo europeu. É por meio dela, a Otan, ou melhor, da sua acelerada expansão ora em curso, que os ianques e a Europa do capital monopolista avançam rumo ao oriente com o objetivo de erguer, tecer e promover um dos maiores cercos militares da história da humanidade, cujo símbolo máximo é o escudo antimísseis do Leste Europeu, que deve ser inaugurado em 2015 com a entrada em operação da base de Deveselu, na Romênia.

O imperialismo ianque entende que seus esforços de dominação global não podem encontrar pela frente resistência capaz de frustrá-los, excentuando-se a Rússia, de características imperialistas e que nutre pretensões de hegemonia pelo menos na Eurásia. Por isso, o imperativo de isolar a Rússia foi alçado ao topo da agenda do USA e das potências imperialistas da Europa. Só a Rússia é dona de um exército, de um arsenal e de uma sanha imperialista especialmente voraz capazes de criar empecilhos ao desejo do USA de ver o mundo inteiro subordinado aos esforços para dar sobrevida à grande burguesia industrial ianque.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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