Garis sofrem perseguição política no Rio

Depois da combativa greve que deixou as ruas do Rio de Janeiro entupidas de lixo no último carnaval, agentes de limpeza urbana da Comlurb entraram em um acordo com a prefeitura para voltarem ao trabalho. No entanto, os reajustes previstos, além de várias outras pautas contempladas no acordo, não foram cumpridas pelo gerenciamento Eduardo Paes. Além disso, 18 trabalhadores diretamente envolvidos no movimento grevista de fevereiro de 2014 foram demitidos por justa causa.

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O movimento dos trabalhadores da Comlurb obviamente não poderia deixar barato. Diante da pelegagem do Sindicato — desde antes da greve servindo somente aos interesses dos patrões —, os garis voltaram às ruas com o apoio dos movimentos populares e centenas de lutadores do povo. No último dia 10 de dezembro, cerca de mil pessoas tomaram as ruas do Centro do Rio para protestar contra as arbitrariedades da prefeitura. No local, a reportagem de AND conversou com uma das lideranças do movimento, Célio Viana, que denunciou a vigência de um processo de privatização da Comlurb.

— Nós aqui hoje estamos lutando contra a privatização da Companhia Municipal de Limpeza Urbana. Nós queremos que o trabalhador da Comlurb se torne funcionário estatutário. Nós sabemos que hoje está em curso esse absurdo que foi colocar o Vinícius Roriz, ex-presidente da Ambev, para presidir a Comlurb. Isso é mais uma tentativa de precarizar os serviços públicos de excelência prestados pelos trabalhadores, para em seguida privatizar a nossa Companhia. Entregá-la na mão de empresários que só visam o lucro. Nós não vamos permitir que isso aconteça, não vamos trabalhar para o capital, queremos ter dignidade e seguridade — exige o trabalhador.

— As demissões estão ocorrendo em virtude desse processo de privatização. Eu me sinto muito triste em ser tratado dessa forma. Esses políticos são eleitos com o voto do povo e, quando chegam lá, não fazem nada por nós. PT e PMDB são todos do mesmo time, contra os trabalhadores. Como pode isso acontecer? Lutadores ficarem desempregados por lutarem por seus direitos. Famílias inteiras que não terão seu sustento por conta dessa verdadeira perseguição política — denuncia.

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