Israel genocida incrementa o fascismo

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Cortejo do adolescente Imam Dweikat, assassinado pelos verdugos sionistas

No último dia de 2014 o Estado facínora de Israel escreveu o derradeiro capítulo de um ano especialmente sangrento no âmbito do projeto de limpeza étnica a longo prazo da Palestina invadida e ocupada pelo sionismo — tudo, entra ano, sai ano, sob a chancela da “comunidade internacional”.

A última vítima fatal do fascismo sionista em 2014 foi o jovem Imam Dweikat, de 17 anos de idade, baleado por um soldado israelense em um parque público na cidade de Beita, sul da província de Nablus, na Cisjordânia. Outros três jovens ficaram feridos. Um deles relatou à imprensa da seguinte maneira o que aconteceu:

“Assim que chegamos ao parque, vimos um soldado israelense correndo em nossa direção, perto de uma colina. Ele atirou em nós quatro vezes, mas conseguiu escapar. Nós começamos a correr e, de repente, de um só golpe, uma bala atingiu Imam diretamente no coração. Ele caiu no chão. Eu parei e corri na direção dele, mas ele me disse para fugir. ‘Corra!’... Então eu comecei a correr de novo, esperando que pudesse escapar e encontrar ajuda. Mas o mesmo soldado que atirou em Imam abriu fogo contra mim e me acertou na perna. Apesar do sangramento e da dor, eu continuei a correr. Uma ambulância foi passando e, quando parou, falei para o motorista... Não joguei nenhuma pedra [no soldado] ou qualquer coisa quando fomos atacados”.

Foi o derradeiro episódio de maior repercussão do 48º ano da ilegal e violenta ocupação sionista da Palestina, um ano cujo fato proeminentemente marcante foi mais uma sangrenta ofensiva da Israel visando enfraquecer a resistência, eliminar mais uma parte da população e destruir mais um bocado da já precária infraestrutura da Faixa de Gaza. Já em 2015, nos primeiros dias do ano, o ministério da Defesa da administração Netanyahu informou que Israel classifica a operação militar de 2014 em Gaza como uma “guerra”.

Todo o movimento internacionalista de solidariedade para com o povo palestino — um povo roubado, insultado, segregado e alvo constante do assassino aparato repressivo do invasor — sabe muito bem o quão pernicioso pode ser o estratagema de chamar de “guerra” o que na verdade constitui um massacre perpetrado por um Estado armado até os dentes com o que há de mais moderno e letal na indústria bélica contra uma massa confinada numa estreita faixa de terra, a de Gaza, sob embargo econômico, sitiada, vigiada, oprimida, humilhada e mal provida de meios para se defender do terror sionista.

Não obstante, o monopólio internacional da imprensa simpática ao sionismo e cúmplice do genocídio na Palestina, bem como a “comunidade internacional”, não se cansam de repetir a palavra “guerra” para classificar as sucessivas e sanguinárias ofensivas de Israel sobre a Faixa de Gaza, ajudando a preparar o cenário para que o Estado sionista faça rufar cada vez mais alto os tambores da dizimação, das execuções em massa pela via das chuvas de mísseis balísticos, do assassinado de velhos e crianças sob o álibi eterno do “efeito colateral”.

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