Harpa para muitos estilos

A- A A+
 

Jovem e talentoso harpista, cantor e compositor, o goiano Thiago Raja vem conquistando um grande público com sua arte. Dedicado à harpa, Thiago é um estudioso do instrumento. Seu desejo é divulgá-la em todo o país, através de seus discos e projetos que levam o instrumento ao encontro do povo.

http://www.anovademocracia.com.br/144/14a.jpg

— Sou de Piracanjuba, interior de Goiás, uma cidade com menos de 30 mil habitantes, mas com uma influência cultural muito grande. Terra do poeta Leo Lynce, do Marinheiro, da dupla Caçula e Marinheiro, que foi um dos expoentes da música sertaneja.

— Quando nasci meu pai já era músico, tinha um trio chamado Pantaneiro. Daí vem a influência da harpa na minha vida, porque a maioria das músicas que meu pai tocava e cantava tinha um arranjo com harpa paraguaia—diz Thiago.

— Aos 17 anos fui cursar engenharia civil em Minas, conclui e depois cursei direito na cidade de Goiás, e lá conheci o harpista, arranjador e maestro Oscar Nelson Safuán. Assim entrei em contato com o instrumento harpa paraguaia. Ele me ministrou as primeiras lições.

Thiago passou a tocar harpa paraguaia e misturar culturas, ou explorar as misturas que já haviam de música caipira e paraguaia.

— Dentro de si a música caipira de viola tem, em muitas canções, uma influência paraguaia, porque abrange ritmos como guarânias e polcas, que são paraguaios — explica.

— A música brasileira em geral recebeu muitas influências, entre elas da música paraguaia. Não existe uma distinção entre o sertanejo e o paraguaio nesse sentido, porque os elementos se misturam.

— Ambas possuem letras que tem uma história, um enredo, melodia, harmonia musical e uma preocupação em se cantar afinado. Geralmente retrata a saudade, o amor pela terra, a idealização da figura indígena etc — acrescenta.

Thiago diz que muitas músicas do universo caipira raiz são versões de músicas paraguaias.

Índia, gravada pela dupla Cascatinha e Inhana, é um caso desse. E muitas outras: Meu primeiro amor, Minha terra distante etc. Muitas duplas como Belmonte e Amaraí, Tibagí e Miltinho, adotaram a polca e guarânia, com estilo próprio é claro.

— A própria viola caipira não é brasileira. Ela veio trazida pelos jesuítas e foi totalmente adotada. Da mesma forma a harpa não é paraguaia, foi levada para lá pelos jesuítas e adotada pelo povo paraguaio — comenta.

Edição impressa

A imprensa democrática e popular depende do seu apoio

Leia, divulgue e conheça. Deixe seu nome e e-mail para se manter informado
Please wait

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

PUBLICIDADE

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Tel.: (11) 3104-8537
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!
#
#
#

ONDE ENCONTRAR

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja