A guerra imperialista regressa a sua casa

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A primeira constatação, e de maior importância, para o desenvolvimento da situação atual que temos de fazer com relação ao ocorrido em Paris no dia 7 de janeiro é que a guerra de agressão imperialista regressa à sua casa.

É um fato inegável que as ações cruentas contra a redação da revista Charlie Hebdo e o mercado judeu foram um ato de guerra que golpeou o imperialismo francês em seu próprio solo,  balançou os demais países imperialistas e “estremeceu o débil equilíbrio político europeu”, como apontou The Wall Street Journal (13 de janeiro de 2015).

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Tropas imperialistas da França no Mali, país africano

Nem o governo francês, nem os meios a seu serviço, nem o que se conhece sobre os autores, ou o planejamento e execução dessas ações de guerra, permitem estabelecer com segurança a autoria de al-Qaeda ou do Estado Islâmico. Está claro que os representantes do imperialismo francês, em sua propaganda, manipulam isto porque necessitam criar opinião pública favorável para a guerra imperialista de agressão como “guerra contra o terrorismo do EI”.

Ainda que os irmãos Chérif e Said Kouachi, assim como Amedy Coulibaly, pretendessem apresentar os feitos como dirigidos por “al-Qaeda” e pelo “EI”,  que trataram de alguma forma de assumir sua autoria, isto resulta contraproducente, pois eles lutam entre si de forma sangrenta na Síria.

Só há algo certo e inegável: que estas ações são o fruto do desenvolvimento das próprias contradições internas na França e da agressão do imperialismo francês contra os países oprimidos do Oriente Médio. Situação nacional e internacional que tem golpeado com especial violência os habitantes dos Banlieues [Nota da Redação: subúrbios das grandes cidades francesas] e filhos de imigrantes procedentes daquela região do mundo com a qual se sentem identificados.

Na massa funda e profunda do povo da França, sobretudo a que vive nesses bairros, está em ascenso um “estado de ânimo” que se manifesta no profundo ódio contra o Estado imperialista francês e todo o sistema que representa e defende. Uma crescente indignação contra o genocídio imperialista e dos sionistas contra os povos oprimidos, especialmente o povo palestino, assim como contra a propaganda da guerra que diariamente propalam os diferentes meios de comunicação de massa, alguns com conteúdo humilhante contra eles, como as “caricaturas de Maomé”.

Este estado de ânimo é a força que moveu a ação dos irmãos Kouachi e Coulibaly contra o que mais odeiam, representado, nesse caso pelos jornalistas do Charlie Hebdo, pelos policiais e pessoas do mercado judeu.

É preciso fazer autocrítica

Dizemos isso porque o exposto anteriormente indica o desenvolvimento das condições objetivas da revolução nos países imperialistas e, por sua vez, o atraso da tarefa da reconstituição do Partido Comunista. Esta tem que desenvolver-se centrada no trabalho de massas e a construção principalmente ali, onde está a massa mais funda e profunda, a mais pobre, a mais explorada e oprimida. A situação objetiva está chamando a gritos a organizar e dirigir as massas com a ideologia e a política do proletariado.

O afastamento dessa massa funda e profunda, isso nos mostram os fatos, demonstra que não se leva a ideologia e a política comunista (o maoísmo) a essas massas. E como não pode existir espaço vazio, ante nossa ausência e nossa inércia, esse espaço é ocupado por outras forças com ideologias estranhas e contrárias as do proletariado*.

Assim, uma parte considerável dessas massas toma o “islamismo” (em sua versão salafista mais retrógrada) [NR: relativo aos primeiros muçulmanos que reivindicam o retorno às origens do islã fundado no Corão e na Suna. Suna, no árabe, quer dizer caminho trilhado. Suna do Profeta, portanto, quer dizer Caminho Trilhado pelo Profeta] como ideologia, como força impulsionadora de sua ação.

Então, definitivamente, não é problema deles nem das massas senão problema nosso. Problema de não assumir a tarefa de reconstituição do Partido Comunista transladando o peso do trabalho de massas nessa etapa às massas mais pobres.

A guerra no “Oriente Médio Ampliado”

No Iraque, Síria, Afeganistão, Palestina (sub ocupação sionista), Iêmen, da Líbia até o Mali, se desenvolve uma cada vez mais encarniçada e genocida guerra de agressão imperialista encabeçada pelo imperialismo ianque em sua condição de única superpotência hegemônica.

Uma nova edição da “coalizão dos dispostos” [NR: termo utilizado por George W. Bush para a coalisão liderada pelo imperialismo ianque e pelo imperialismo inglês para a guerra de agressão contra o Iraque] que tem como aliado principal a França, no marco desta guerra, leva a atual campanha contra Síria e Iraque (países oprimidos), que se desenvolve desde o mês de setembro com bombardeio aéreo e o uso de forças lacaias sobre o terreno, cujas operações de combate são dirigidas desde o centro do comando do imperialismo ianque estabelecido em sua base principal no Iraque e a participação de oficiais e forças combinadas de comandos das forças de intervenção imperialista. Porém, são obrigados a ocupar estes países empregando suas forças terrestres quando necessário, como o vêm declarando os porta-vozes do Pentágono.

Isso acontece em uma região do mundo de grande importância política, econômica e militar para a estratégia hegemônica do imperialismo ianque, a que ele denomina de “Oriente Médio Ampliado”. Região vital para manter sua hegemonia, já que comunica três continentes. Esta região se converteu em centro estratégico da disputa imperialista por sua importância e suas reservas de petróleo. Região onde as massas estão desenvolvendo uma crescente resistência armada contra o imperialismo em meio de grandes, complexas e persistentes lutas que se entrecruzam com conflitos de todo tipo e se desenvolvem também como guerras locais ou regionais que são fomentadas pelo imperialismo. É também o “núcleo histórico do Islã”.

Os países desta região são países semifeudais e semicoloniais muito atrasados onde se desenvolve um capitalismo burocrático. Sobre esta base se dá o conflito entre as frações reacionárias, entre os chamados “regimes seculares” como o de Sadam no Iraque ou o de Assad na Síria, contra os partidos islamitas “xiitas” ou “salafistas”, ou no Egito atual do regime militar contra a “Irmandade Muçulmana” (cujo governo foi muito obediente com o imperialismo do USA e contestado pelo regime “bahabista” ou “salafista” da monarquia serviçal dos ianques e britânicos da Arábia Saudita, porém foi apoiado por outra monarquia islâmica,  xiita, a do Catar). Porque o “islã” não é um só, senão, que está dividido em duas direções principais e muitas outras sobretudo dentro dos sunitas. Nunca se uniram depois que se dividiram após a morte de Maomé. Só o fizeram uma vez com Saladino no século XII.

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Ianques bombardeiam Estado Islâmico em Kobane

As lutas políticas e as guerras nesta região se apresentam “cobertas por um manto religioso” (Karl Marx). O plano do imperialismo atua sobre as condições internas. Então, também há que se considerar dentro dessas condições que por trás das frações e grupos latifundiário-burocráticos que atuam ali estão diretamente e principalmente envolvidos Arábia Saudita (que atua movida pelo grande titereiro, o imperialismo ianque) e Irã, cujo fiador é o imperialismo russo, o “cão fraco” [NR: perro flaco, expressão em espanhol].

Nas contendas que se produzem na região, se dá uma série de entrecruzamentos e mudanças de frente, o que torna a situação muito complexa. Iêmen, por exemplo, tem um governo encabeçado por um xiita serviçal dos ianques, enredado com tribos xiitas do norte do país que têm vínculos com o Irã; governo cujas tropas, sob a direção direta do imperialismo ianque e seus bombardeios aéreos, combate com o apoio de tropas da Arábia Saudita (wahabista ou salafista) as tribos de religião wahabista ou salafista do sul do país dirigidas pela al-Qaeda. Alguém disse que por essa “complexidade há uma grande semelhança com a Guerra dos Trinta Anos na Europa”.

O Presidente Mao Tsetung, em Sobre a tática da luta contra o imperialismo japonês (27 de dezembro de 1935, Tomo I das Obras Escolhidas), nos ensina que, quando se dá um ataque direto do imperialismo contra um país oprimido, se produzem “enormes mudanças na situação política”, as quais “colocam ante cada classe e cada grupo político a questão de o que fazer: Resistir? Capitular? Ou vacilar entre um e outro?”. Ele nos diz que a mudança básica na situação, a invasão do imperialismo, modifica as relações das diversas classes do país, ampliando o campo da revolução nacional e debilitando o da contrarrevolução. Pontua que em tais condições se dá a ausência completa de unidade, incluindo no campo da classe latifundiária e da burguesia compradora, porque a luta se dirige contra um país imperialista (ou uma “coalizão” como a encabeçada pelo imperialismo ianque) e os outros cães de caça dos outros países imperialistas (como o imperialismo russo) podem lançar-se a uma luta surda ou inclusive aberta contra este. E aconselha que devemos aproveitar cada uma das lutas, brechas e contradições no campo inimigo e utilizá-las contra nosso inimigo principal do momento e seus cães de caça.

Por isso é necessário fazer uma breve retrospectiva da invasão ianque e da resistência iraquiana e a agressão imperialista dissimulada como guerra civil contra a Síria até o acordo do governo Assad com o imperialismo ianque de outubro de 2013; bem como as mudanças operadas na situação no Iraque e Síria a partir do ano passado até a atualidade para ver como estão se posicionando as diferentes forças desses países.

No Iraque, passados dois meses da invasão ianque de março de 2003, começou a resistência que foi em ascenso até 2006/7. A partir de 2008/09, as forças da resistência foram golpeadas por “the surge” (ofensiva ianque com aumento de tropas). Nos finais de 2009, parte dessas forças se refugiam na Síria em lugares seguros, onde vão começar a se reorganizar, transformando parte da al-Qaeda em ISIS entre 2012 e 2014. A outra parte segue como al-Nusra; isto também como resultado, em parte, da agressão imperialista contra a Síria dissimulada como guerra civil. Para lançá-los contra o governo sírio, os ianques, através da Arábia Saudita, os armaram e financiaram até meados de 2013, quando os sauditas suspenderam todos os acordos com eles. Os ianques, através da CIA e outros imperialistas da Otan na Turquia, constituíram o Exército Livre da Síria (FSA, sigla em inglês). Por sua vez, os partidos curdos nos cantões de maioria curda (ao longo da fronteira com a Turquia), como consequência da chamada “guerra civil”, foram assumindo a administração e defesa desses cantões, primeiro fazendo frente com o governo de Assad. Considerar nisso que o partido curdo desses cantões, o PYP, é partido irmão do PKK, “sócio” menor do partido de Barsani, que “governa” a região curda do norte do Iraque.

Como consequência da agressão e plano imperialista contra a Síria entre 2013 e 2014, o país ficou praticamente dividido em cinco partes e a Síria foi convertida em um “Estado falido”. Uma parte sob o controle do governo sírio de Assad em Damasco e outras grandes cidades; outra parte são os cantões curdos como Kobane; outra no norte sob domínio de al-Nusra; outra sob o domínio do FSA; e a maior parte sob o domínio do EI, que a partir de junho de 2014 vai estabelecer seu “Califado da Síria e Iraque”. A luta entre estes feudos, ou “reinos”, é cada vez mais sangrenta. Entre os islamitas isto tem causado mais de três mil mortos. Cada uma dessas partes é consequência do afundamento do Estado sírio acelerado pela agressão imperialista. Nem Kobane, muito menos o autodenominado “califado” tem outro caráter de classe que o do Estado latifundiário-burocrático a serviço do imperialismo, como o tem o Estado sírio.

Por outro lado, no Iraque, em 2011, os imperialistas ianques vão simular a retirada do país deixando estabelecido seu regime de ocupação com sua “ordem e lei”, com um governo títere (Al Malik como primeiroministro), com forças armadas e policiais organizadas pelos ianques, que são quem mantém seu mando, incorporando como parte desse exército as forças armadas do mercenário Barsani, chefe do governo autônomo da região curda do Iraque, estabelecida por ordem da ocupação, que foi ligada política, econômica e militarmente ao Estado turco, como uma zona de influência. Isto para se contrapor à influência do Irã em um país de maioria xiita. No verão de 2014, o EI cruza a fronteira da Síria e se une ao levantamento que se produz no Iraque contra o regime imposto pelo ocupante. Então, como estava estabelecido, para manter a sua “ordem e lei”, os ianques vão intervir em uma nova campanha contra o povo do Iraque, usando como “botas sobre o terreno” as forças mercenárias de Barsani e as forças do PKK, partido curdo, que tem seu refúgio e quartel general na região curda do Iraque sob o controle de Barsani.

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Como se vão decantando as diferentes forças que atuam na Síria desde setembro de 2014 quando se deu início a nova fase de agressão imperialista contra a Síria, a nova campanha de guerra contra Iraque e Síria?

Brevemente: ter em conta que o imperialismo ianque chegou a um acordo preliminar com o governo dos aiatolás do Irã sobre a questão do “uso da energia nuclear”. Por esse acordo se amplia o prazo de janeiro a junho desse ano para chegar a um acordo definitivo, contando com o apoio da Rússia de Putin em troca, seguramente, que lhe abaixe a pressão na Ucrânia. Logo, as Forças Armadas do Irã bombardearam o EI na região fronteiriça e há tropas terrestres que ajudam o governo títere iraquiano a combater o EI. Assim se tem somado, na prática, a “coalizão” dirigida pelo imperialismo ianque contra o Iraque. Por seu lado, Arábia Saudita passou a combater, como parte da “coalizão”, o EI e, por sua vez, sofrido atentado em sua fronteira por parte do EI.

A atual campanha dirigida pelo imperialismo ianque se centra no Iraque principalmente e trata de recuperar terreno perdido pelas forças armadas títeres em Mosul e a maior parte do país que está em mãos de quem se tem levantado contra o regime imposto pelo ocupante.

Na Síria, o PYP e os mandões dos cantões “curdos” recebem ajuda do imperialismo ianque através dos bombardeios aéreos. Três quartas partes dos bombardeios aéreos dirigidos pelo USA têm se concentrado na luta contra o EI na cidade de Kobane, na fronteira turca. Coordenada com as forças curdas nessa área, a campanha do USA impediu que as forças do EI tomassem Kobane (segundo o porta-voz oficial Cel. Ryder, do Comando Central, Wall Street Journal de 16-18 de janeiro de 2015). Parte das forças dos outros feudos, ou “reinos”, estão passando ao EI, segundo a mesma fonte.

Os ianques na Síria procuram manter o balanço entre as forças de Assad e o EI e os outros “opositores”. Enquanto vão construindo as divisões armadas do FSA que a CIA treina na Jordânia e Turquia para lançar sua ofensiva terrestre. Calculam entre três e quatro anos para assim impor “a ordem e a lei” ianque na Síria. Esta tática ianque busca pôr Assad contra as cordas e levá-lo a capitular definitivamente.

O problema que se apresenta nos países do Oriente Médio é a não existência de um Partido Comunista revolucionário. Por isso as diferentes forças, incluindo as minorias nacionais, não estão confluindo em uma só frente única nacional (tarefa do Partido). Mais ainda, a direção desta luta está sendo usurpada por organizações correspondentes às forças latifundiário-burocráticas e suas diferentes frações. Porém, a tendência é que se formarão claramente duas frentes.

As forças do imperialismo ianque, francês e demais “coligados” e os colaboracionistas e vende-pátrias pretendem transformar o país em uma colônia. Corresponde às forças da resistência nacional, fazer que o país goze de independência, liberdade e integridade territorial.

As forças contrarrevolucionárias do Oriente Médio e no resto do mundo são, por esse momento, mais potentes que as forças revolucionárias. Porém nos encontramos no início da Nova Grande Onda da Revolução Proletária Mundial, quando esta se encontra na etapa da ofensiva estratégica, e o imperialismo está na de sua defensiva estratégica e varrimento pela revolução mundial. O que demanda transformar todas estas guerras de agressão imperialista em guerras populares para fundi-las em uma só torrente de guerra popular mundial.

Por esses dias foi publicada uma carta do Partido Comunista Maoísta da Índia aos camaradas do Afeganistão que fala da experiência desses camaradas que lutam nessa região e em condições similares às que temos tratado. É necessário aprender da experiência dos maoístas no Afeganistão a esse respeito. Porém no Movimento Comunista Internacional se apresentam problemas para lutar contra a guerra imperialista de agressão no Oriente Médio e seu regresso aos países imperialistas. Isso se pode constatar facilmente da simples leitura dos comunicados emitidos pelas diferentes organizações e partidos dentro do MCI a respeito dos acontecimentos de Paris. Problema lá e problema aqui.

Não se parte da concepção maoísta a respeito da frente única como instrumento para organizar e agrupar os milhões e milhões de homens do povo, assim como todas as forças que podem ser unidas para lutar contra o invasor a fim de nos lançarmos ao ataque contra nosso alvo central: o imperialismo ianque e seus coligados, e seus lacaios, os vende-pátrias no Oriente Médio. E isso se vê também nesses países imperialistas para unir os mais amplos setores na luta contra o imperialismo e a guerra imperialista.

Isso, nos ensina o Presidente Mao, conduz a que não tenhamos unidade para apontar contra o inimigo principal, que tenhamos uma tática correta, mas, pelo contrário, dispersaremos o fogo de tal maneira que nossas balas, em lugar de alcançar o inimigo principal, atingirão os inimigos secundários, ou inclusive nossos possíveis aliados (tática incorreta). Procedendo assim, nos será impossível encurralar e isolar o inimigo. Procedendo assim, nos será impossível atrair para o nosso lado aqueles que, sob coação, se lançam no campo ou frente inimigos, àqueles que ontem eram nossos inimigos, porém hoje podem ser nossos amigos. Proceder assim seria ajudar de fato ao inimigo e frear, isolar e minar a revolução e fazê-la declinar e, inclusive, conduzi-la a derrota.

Condenamos a guerra imperialista contra os países do Oriente Médio!

Enfrentar a guerra de agressão imperialista com guerra popular!

Viva o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o maoísmo!

*Disse a revista alemã “Der Spiegel”, que, em busca de respostas, tem investigado a história dos personagens principais desses ataques. Uma viagem atrás de pegadas... é uma viagem nos abismos da sociedade francesa, em “lares para crianças”, centros sociais e nas prisões, mas também nas redes de islamitas radicais e terroristas, que,  na França, desde décadas, estão especialmente ativas. (“Foram bons meninos”, reportagem da revista Der Spiegel, 76 a 84, Nr. 4, 17.01.2015). E na mesma revista, a redatora pergunta se o perigo agora não provém mais de organizações terroristas como al-Qaida, senão de jovens furiosos. Um especialista conclui que sim, que eles são mais perigosos porque radicalizam a eles mesmos (“Conversação da revista Siegel com o especialista em islã Olivier Roi, páginas 90 a 92).

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