Grécia: nada de novo virá da farsa eleitoral

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Em 25 de janeiro, o Syriza, taxado como partido de “extrema-esquerda” pela reação e pelos monopólios de comunicações, venceu as eleições na Grécia. Alexis Tsipras é o novo gerente semicolonial desse país afundado na mais profunda crise, convulsionado nos últimos anos por multitudinários e violentos protestos de massas contra as medidas antipovo decretadas pelos governos anteriores.

Não é novidade o oportunismo cavalgar as tormentosas ondas de insatisfação e revolta popular, travestindo-se de “novo”, “radical”, “oposição” e “esquerda” para depois aplicar e aprofundar as medidas contra as quais antes dizia lutar.

Com o aprofundamento da crise do imperialismo na Grécia e o crescente protesto popular, os imperialistas e as classes reacionárias gregas necessitam não só reprimir brutalmente as massas em luta, mas também desarmá-las ideologicamente. Aí entra o papel da denominada Coalizão da Esquerda Radical (Syriza), vencedora das eleições.

O resultado eleitoral e o canto da sereia de “mudanças” com o gerenciamento pelo Syriza do velho Estado fascista grego ilude alguns, que, eufóricos com a via eleitoral, celebram a vitória do Syriza nas urnas como se isso representasse alguma mudança substancial para as amplas massas populares do país. Mas não engana a todos e já começa a se desmascarar com o anúncio de acordos e alianças firmadas entre a “esquerda radical” e todo rebotalho de velhas raposas dos partidos reacionários para assegurar a chamada “governabilidade” etc..

O povo da Grécia — sobretudo sua combativa juventude — que luta contra a Troika, as políticas antipovo e suas medidas draconianas de cortes de direitos, enfrentando a repressão policial com paus, pedras e fogo, deve se organizar, manter-se firme em suas trincheiras sem alimentar ilusões. Construir suas Assembleias e Conselhos Populares de luta combativa nos bairros, escolas e locais de trabalho. Resistir e enfrentar o velho Estado, desenvolver novas e mais avançadas formas de luta, se organizar para solucionar suas demandas de forma independente. Assim, e somente assim, o povo grego construirá e fortalecerá sua organização de vanguarda para travar os grandes combates que varrerão a velha ordem e edificarão uma nova e verdadeira democracia.

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