União Europeia financia guerra civil na Ucrânia

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Chefes de Estado em ato "contra o terrorismo" na França

A União Europeia, cujos três principais chefes políticos, François Hollande, Angela Merkel e David Cameron, mais que nunca dão os braços ao sionismo, não se fez de rogada em repassar nada menos que 1,6 bilhão de euros ao gerenciamento de cunho abertamente fascista de Petro Poroshenko entre 2014 e os primeiros dias de 2015. Esses mesmos quatro mandatários deram os braços ao terrorista Benjamin Netanyahu, na “marcha pela Paz” em Paris na sequência dos ataques ao jornal satírico Charlie Hebdo - para condenar um tal “fascismo islâmico”.

A UE caminha assim na direção do vento da demagogia reinante no mundo da geopolítica, ou seja, a política das potências imperialistas, e no sentido oposto ao que estabelece até mesmo os seus próprios tratados internos, segundo os quais o bloco só poderia colocar em prática uma “ajuda” deste montante a um país que estivesse enfrentando severos problemas em sua balança comercial.

Todos os mais atentos aos engendros da geopolítica sabem, entretanto, que a UE vem despejando recursos na Ucrânia por causa do cenário do cabo de guerra interimperialista que ali se dá entre o “Ocidente” e a Rússia pelo controle daquela nação estratégica no âmbito dos esforços correntes pela repartilha do mundo entre os monopólios em crise. E mais: Bruxelas está se preparando para destinar ao gerenciamento fascista e terrorista de Kiev um novo repasse, este da ordem de 1,8 bilhão de euros - mais uma “bolada” para fomentar a guerra civil.

Todo este dinheiro europeu serve, em outras palavras, para ajudar a financiar o que muitas organizações internacionais ditas de “direitos humanos”, ou de defesa deles (mesmo em um mundo regido por senhores da morte e da miséria, onde a violação dos direitos mais fundamentais é a regra, e não a exceção) já classificam como “catástrofe humanitária”, com cerca de 5 mil mortos desde abril do ano passado e até a virada de 2014 para 2015, e mais de um milhão de pessoas obrigadas a deixarem suas casas, entre deslocados internos e refugiados em países vizinhos, a maioria na Rússia.

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