Juventude do México cerca quartéis

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Manifestantes exibem fotos dos jovens assassinados

O desaparecimento de 43 estudantes mexicanos sequestrados pela polícia municipal da cidade de Iguala, no estado de Guerrero, segue incendiando as massas populares do México, tomadas de indignação. A centelha da revolta faz eclodir levantes e ações radicalizadas nos quatro cantos do país à medida que surgem informações novas e cada vez mais sórdidas sobre o caso.

Até há pouco se sabia que o prefeito de Iguala, José Luis Abarca, havia ordenado o ataque aos estudantes para evitar que eles atrapalhassem, com protestos, um evento eleitoral de sua mulher, María de los Ángeles Pineda Villa, no centro de Iguala. Investigações apoiadas por órgãos independentes, como o Programa de Jornalismo Investigativo da Universidade de Berkeley, na Califórnia, mostram entretanto que no dia do sequestro dos 43 estudantes eles estavam sendo monitorados não apenas pela polícia do senhor José Luis Abarca, mas também pela polícia federal do México e pelo próprio exército do país.

Segundo a Rede Guerreirense de Organismos Civis de Direitos Humanos, o exército mexicano interveio na ação da polícia municipal de Iguala contra os 43 alunos de uma escola de Ayotzinapa, cidade vizinha de Iguala, mas interveio contra os jovens. De acordo com a rede, o exército sabia do deslocamento dos estudantes de Ayotzinapa para Iguala, estava por perto quando eles foram atacados, instalou barreiras militares nos acessos à cidade naquele 26 de setembro e enviou militares ao hospital para onde os sobreviventes do ataque foram levados a fim de tentar intimidá-los e de lhes tomar os telefones celulares.

No último dia 12 de janeiro a juventude do estado de Guerrero, junto com familiares dos 43 estudantes desaparecidos cercaram o 27º batalhão de infantaria do exército mexicano, em Iguala, exigindo que lhes deixassem entrar para procurá-los, vivos ou mortos.

A concentração da massa na frente do quartel começou no início da tarde daquela segunda-feira. Aos pais dos estudantes desaparecidos foi negado o acesso ao interior do 27º batalhão. Não foi a primeira vez que eles tentaram entrar para tentar procurar pistas dos seus filhos. No dia 19 de dezembro do ano passado cerca de 150 manifestantes fincaram pé na frente daquele mesmo quartel durante cinco horas para exigir o cumprimento da promessa feita pelo secretário de Governo do México, Miguel Angel Osorio Chong, de abrir as portas dos quartéis do país aos familiares dos 43 de Ayotzinapa a partir do último dia 2 de dezembro, o que até hoje não se cumpriu.

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