Após ‘Charlie’, franceses respondem: não-voto!

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O monopólio da imprensa burguesa internacional, em particular seu braço na França, jogou fortes holofotes sobre a província de Doubs, que fica no nordeste francês, fazendo fronteira com a Suíça, para iluminar a tão incensada eleição intercalar, ou parcial, ou suplementar, seja como for, que lá aconteceu na primeira semana de fevereiro para a escolha de um deputado que viria a substituiroutro parlamentar que deixou o posto para assumir um cargo no âmbito da União Europeia.

A França tem esta nuance para incrementar suas farsas eleitorais: caso um deputado deixe o cargo por qualquer motivo, não é um suplente que assume o “mandato” em seu lugar, como funciona na semicolônia Brasil, mas sim convoca-se um pleito extra na província que elegeu o demissionário a fim de que saia novamente das urnas o seu substituto. No caso de Doubs, a eleição intercalar foi convocada quando o deputado do Partido Socialista Pierre Moscovici renunciou em ato contínuo a ser nomeado para representar a França, por assim dizer, na famigerada Comissão Europeia.

Ainda que reduzido ao “eleitorado” da pequena Doubs, aquele pleito foi a rigor a primeira eleição na França após os acontecimentos do início de janeiro em Paris, com tiroteios na sede do jornal satírico-provocador Charlie Hebdo e num mercado judaico, em uma data, 7 de janeiro de 2014, que vai entrar para a história como o dia em que a Europa do capital monopolista em crise passou a reivindicar uma “guerra ao terror” para chamar de sua, como este jornal ressaltou em sua última edição, fazendo do sangue derramado no “Charlie” o mote para legitimar banhos de sangue promovidos mundo afora pelo mais feroz dos terrorismos, justamente o dos ataques, sabotagens, invasões e ocupações por parte das potências capitalistas a nações soberanas — potências ora empenhadas em redobrados esforços de repartilha do mundo.

Digladiaram-se nas eleições intercalares de Doubs a senhora Sophie Montel, candidata do partido abertamente fascista Frente Nacional, e Frédéric Barbier, candidato do Partido Socialista francês, que, não obstante o nome que carrega e os floreios demagógicos com que se cerca, na prática é tão antipovo, xenófobo e colonialista quanto a chamada “extrema-direita”.

Não tardou para que os “formadores de opinião” da França apontassem a disputa em Doubs como um “termômetro” para o que virá a ser o cenário eleitoral francês para os próximos anos à luz dos ataques em Paris.

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