Europa: lutas de mineiros e trabalhadores dos transportes

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Mineiros poloneses da Kompania Weglowa em greve

Vem da Polônia a história de uma gloriosa vitória operária contra o Estado antipovo depois de várias semanas de braço-de-ferro. No fim de 2014 o gerenciamento polonês anunciou que fecharia quatro minas da empresa pública Kompania Weglowa, a maior produtora de carvão mineral da Europa, a título de “austeridade”, como sempre, preconizando a extinção de cinco mil postos de trabalho diretos.

Ocorre que a primeira semana de janeiro de 2015 nem bem chegava ao fim e um grupo de cerca de mil trabalhadores ocupou uma das minas, a de Brzeszcze, no sul da Silésia, exigindo que o governo retrocedesse em seus planos de “reestruturação” da empresa. Rapidamente a greve e as ocupações se estenderam a todas as 14 minas da região, paralisando o setor.

No meio da greve, no dia 14 de fevereiro, o Parlamento polonês aprovou o fechamento das quatro minas, conforme requisitado pela “primeira-ministra” Ewa Kopacz. Logo depois, uma pesquisa mostrou que retumbantes 68,5% da população polonesa apoiava a greve dos mineiros. Quando o “governo” da Polônia se viu acossado pela iminência de uma greve geral em solidariedade aos trabalhadores da Kompania Weglowa, a senhora Kopacz afinal voltou atrás, suspendendo o projeto de fechamento das quatro minas.

Na Espanha, os trabalhadores aeroportuários delinearam um colossal calendário de jornadas de greves contra a intenção do gerenciamento Rajoy de privatizar a empresa pública que controla os aeroportos do país, a AENA. Serão nada menos do que 22 paralisações de 24 horas e cinco paralisações parciais até agosto deste ano, para desespero do “governo”. A primeira delas aconteceu no dia 11 de fevereiro, justamente no dia em que a AENA “estreou” na bolsa de valores de Madri.

Já a França vive já desde o ano passado um cenário de acirramento das lutas classistas, em especial dos trabalhadores do setor de transportes: dos ferroviários aos taxistas, passando por condutores de auto-escolas e motoristas de ônibus.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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