Apoiar as lutas operárias na Índia

A vida nas fábricas

As condições de vida, trabalho e salariais das fábricas do cinturão industrial da cidade de Delhi e região são extremamente precárias, a ponto de serem desumanas. As jornadas de trabalho são extremamente longas, o trabalho é precário, os salários são extremamente baixos e os trabalhadores não têm seguridade social. São frequentes os maus tratos físicos e verbais por parte dos empregadores. Os trabalhadores são assediados pelos capatazes e vigiados pela polícia.

A intensidade de trabalho é igualmente desumana. Por exemplo, na fábrica Maruti Suzuki um veículo é fabricado a cada 40-45 segundos (isto é a velocidade da esteira de transporte no processo de produção em linha de montagem). E essa velocidade é aumentada muitas vezes sem o conhecimento, muito menos consentimento, dos trabalhadores.

Eles não têm intervalos para beber água ou ir ao banheiro e a pausa para o almoço é extremamente curta. Os funcionários são superexplorados e não têm acesso a auxílio-doença ou outros direitos trabalhistas.

No ano passado, um trabalhador da Orient Craft morreu eletrocutado. Na mesma fábrica, há dois anos, um trabalhador teve um braço amputado. Ambos acontecimentos foram seguidos de greves e protestos violentos dos operários.

Um operário chegou ao trabalho dez minutos atrasado e foi demitido. Ao se recusar a sair da fábrica sem receber seus direitos, ele foi violentamente atacado pelos capatazes e deixado inconsciente. Este acontecimento também foi seguido de protestos radicalizados dos operários de várias fábricas do cinturão.

Há graves denúncias da exploração da mão de obra de detentos em complexos prisionais-industriais, em que os direitos trabalhistas são absolutamente descumpridos e recai a mais brutal repressão sobre quaisquer protestos.

Luta pela sindicalização

Em uma luta organizada contra essas atrocidades, por melhores salários e condições de trabalho, os operários em várias empresas industriais na cidade de Delhi e região têm buscado se organizar e sofrem perseguições, ameaças e repressão policial.

Os trabalhadores da fábrica Maruti Suzuki, em Manesar, após mais de um ano de luta, conquistaram o direito legal e constitucional de organizar um sindicato. Apesar de todas as tentativas por parte da corporação para frustrar a sindicalização, através de ameaças e compra de alguns líderes proeminentes, a União da Maruti Suzuki (MSWU) foi finalmente registrada em março de 2012, potencializando a luta dos trabalhadores desde então.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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