Capitalismo e sua crise: exploração e devastação do homem

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O desemprego em Portugal, que chegou a registrar uma leve queda em meses recentes queda possível graças à proliferação do subemprego e dos cortes draconianos de direitos e salários agora estacionou em “patamares elevados”, para usar as palavras do “alerta” emitido sobre o assunto pela Comissão Europeia, ou seja, justamente por um dos mais notórios carrascos do povo português, justamente por quem requisita demissões e “ajustes” que sacrificam os meios de subsistência de toda a gente no altar da “austeridade”, tábua de sacrifício responsável pelo agravamento da devastação física e psicológica dos trabalhadores de todo o mundo promovida pelo sistema de exploração do homem pelo homem.

A estabilização das taxas de desemprego em níveis elevados em Portugal do desemprego geral, do desemprego jovem, do desemprego de longo prazo demonstra a absoluta incapacidade dos Estados-membros da União Europeia ou dos Estados de quaisquer blocos econômicos, continentes ou hemisférios deste mundo capitalista em prolongada crise de morte, de fazer o que quer que seja em sintonia com as mais prementes demandas das classes trabalhadoras.

Em vez de, digamos, “estabilizar o desemprego em níveis mais baixos”, para usar o léxico da Troika, um dos resultados de ser Portugal considerado uma espécie de “aluno exemplar” dos ditames do FMI e da Europa do capital monopolista é que o país apresenta as mais altas taxas de problemas mentais de toda a União Europeia. Diversos estudos levados a cabo nos últimos anos atestaram que paralelamente ao aprofundamento da crise e das medidas antipovo que ela reboca atrás de si ocorreu aumento da depressão, dos suicídios e de mortes prematuras por diversos motivos entre os portugueses, submetidos que estão a um dos mais despóticos arrochos ao mundo do trabalho da história recente do capitalismo.

Um estudo levado a cabo por pesquisadores da Universidade de Zurique estimou que 45 mil pessoas deram cabo à própria vida no intervalo de pouco mais de uma década (entre os anos 2000 e 2011) em todo o mundo por causa da chaga do desemprego, doença capitalista responsável por 20% dos suicídios em todo o planeta. Já outro estudo, este feito pela universidade de Oxford em conjunto com a London School of Hygiene & Tropical Medicine, revelou que só no USA e na Europa, e só entre os anos de 2008 e 2011, o aprofundamento da crise geral foi responsável por mais de 10 mil casos de suicídio.

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