Música como porta-voz

Jovem talento dentro do cenário da música brasileira, Romero Ferro quer falar com outros jovens sobre problemas comuns. Pernambucano, mas com influências musicais de outras partes do país, Romero mistura estilos e se prepara para gravar seu primeiro disco, todo autoral.

http://www.anovademocracia.com.br/147/14a.jpg

— Comecei minha carreira no final de 2013, mas já cantava desde bem antes, não profissionalmente. E foi essa bagagem que me deu maturidade suficiente para reunir minhas canções e botar meu nome na praça, correr atrás do meu espaço no cenário musical do estado e do país — conta.

— E as coisas foram dando muito certo, felizmente, até chegar nesse momento que tem uma rede de pessoas curtindo minhas músicas, indo aos shows, compartilhando. Isso está fazendo o trabalho andar muito mais rápido.

Apesar de nordestino, reconhecido pelo sotaque, a maior influência musical de Romero vem do Sudeste.

— Nasci em Garanhuns, interior de Pernambuco, conhecida por ter o maior festival de inverno da América Latina. Meus pais escutavam muito música brasileira, Cazuza, Legião Urbana, etc., e eu cresci assim — explica.

— Ouvia mais essas canções do que Luiz Gonzaga, Capiba, Luiz Bandeira, Carlos Fernando, que são compositores daqui do estado. Na verdade, só vim me aproximar da música essencialmente pernambucana quando mudei para Recife, há uns 11 anos.

— Por essa influência, a maior parte das minhas composições está voltada para a MPB. Mas, é claro que também componho frevo, forró. Agora mesmo compus frevos para o carnaval daqui — acrescenta.

Nas letras de Romero aparecem seus pensamentos e uma tentativa de comunicação com outros jovens brasileiros.

— Tento fazer um pouco disso com o meu trabalho, falar aquilo que os jovens querem ou estão precisando escutar. Hoje estamos em um mundo com muitos trabalhos musicais bacanas, mas também muitos sem consistência, chulos, sem refinamento — diz.

— Tento ir de encontro a isso buscando palavras novas para colocar nas minhas composições, temas, situações, sons e timbres diferentes. Isso é uma constante pesquisa que vou fazendo e mostrando para o público.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Paula Montenegro
Taís Souza
Rodrigo Duarte Baptista
Victor Benjamin

Ilustração
Paula Montenegro