RJ: garis em greve exigem aumento nos salários

Em 17 de março, data em que a edição nº 147 de A Nova Democracia estava sendo finalizada, a greve dos garis do Rio de Janeiro chegava ao quinto dia. Passando por cima da gerência Eduardo Paes (PMDB), a categoria permanece paralisada por aumentos significativos nos salários, nos tíquetes-alimentação e por melhores condições de trabalho. Após uma expressiva assembleia na noite do dia 12, a greve teve início na madrugada da zero hora de 13 de março.

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Assembleia aprovou greve no dia 12 de março

Os garis têm enfrentado, nos últimos dias, intimidações policiais e de seguranças pagos pela prefeitura, que substitui os trabalhadores grevistas por empresas privadas e servidores municipais, além de jovens, alguns menores de idade, que realizam a coleta de lixo em algumas regiões da cidade. O monopólio da imprensa, na tentativa de desqualificar o movimento, alardeia que a “categoria não aderiu”, mas, ao andar pelas ruas da capital fluminenses, qualquer um pode observar o lixo amontoado em diversos bairros. Os serviços que ainda operam passaram a ser acompanhados por escolta.

A decisão dos trabalhadores não poderia ser mais justa, ainda mais após a proposta pífia da gerência municipal de míseros 3% de reajuste salarial. Eles exigem aumento de 47,7% no salário e que o vale refeição vá para R$ 27 (hoje é de R$ 20). A ameaça de greve fez com que, ainda no dia 13, o Ministério Público do Trabalho (MPT) aumentasse a proposta para 7%, o que foi negado pelos grevistas.

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Coleta sendo feita com escolta terceirizada

Em 16 de março, após assembleia e reunião com a Procuradoria do MPT, os garis decidiram manter a greve. A procuradora Deborah Felix disse que a paralisação seria considerada ilegal, já que não teria respeitado o comunicado de aviso com 72 horas de antecedência antes do seu início. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) também já havia julgado a ilegalidade do movimento e determinou a sua suspensão, sob ameaça de multa diária de R$ 100 mil ao sindicato.

Na noite do mesmo dia 16, redes sociais que divulgam a luta da categoria afirmavam que no bairro “nobre” do Leblon, na Zona Sul, a paralisação atingia 100% e convocavam os demais trabalhadores desta parte da cidade a aderirem aos piquetes no dia seguinte. Em bairros como Botafogo e Jardim Botânico, na Zona Sul; Cachambi, Zona Norte; Lapa e Centro, lixeiras estavam acumuladas, além do lixo espalhado pelo chão.

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