Frankfurt: protesto contra Banco Central Europeu

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Juventude combatente da Alemanha enfrentou a repressão durante o combativo protesto anticapitalista

Fosse aqui, o monopólio da imprensa, Rede Globo à frente, diria que mascarados e vândalos depredaram o patrimônio público, cercearam o direito de ir e vir, e coisas que tais, conforme prevê a cartilha da difamação e desqualificação das manifestações populares mais combativas e, portanto, mais consequentes, justamente aquelas que, de fato, incomodam as classes dirigentes, denunciando a mentira de sua “democracia”, a farsa que constitui o seu sufragismo e a natureza política do seu aparato de repressão.

Mas por certo algo semelhante foi dito na Alemanha pela imprensa burguesa daquela nação imperialista acerca de uma retumbante e espetacular ação popular levada a cabo no último 18 de março bem no chamado “coração financeiro” da Europa do capital monopolista, Frankfurt. Naquele dia, as ruas da cidade se incendiaram em violentas escaramuças entre um grande efetivo das forças de repressão da senhora Angela Merkel e milhares de pessoas que atenderam a uma convocatória para protestar contra o Banco Central Europeu bem no dia, hora e local na inauguração da sua nova e faraônica sede. Um combativo protesto contra este BCE onde se delineia muito do draconiano arrocho a que vêm sendo submetidas há anos as classes trabalhadoras dos quatro cantos da Europa, sobretudo as massas trabalhadoras daqueles elos mais fracos da União Europeia, como Portugal e Grécia.

Manifestantes encapuzados valeram-se de paus, pedras e rojões para enfrentar com altivez o aparato repressivo de milhares de policiais. O povo incendiou viaturas da “Polizei”, ergueu barricadas nas ruas e atacou símbolos do capitalismo. As informações que chegaram da Europa deram conta de cerca de 10 mil participantes do protesto. Entre 300 e 400 pessoas foram presas. Alguns policiais ficaram feridos. Enquanto o presidente do BCE, Mario Draghi, congratulava-se com os agentes da repressão por lhe terem garantido a festinha dada a 100 convidados para comemorar a inauguração do arranha-céu de 45 andares que custou 1,3 bilhão de euros, a massa gritava do lado de fora: “Não há nada que celebrar!”.

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