Combinando artes

Cantador, violeiro, compositor, educador infantil, contador de histórias, ator e artista plástico, Valdir Rivero é um polivalente cultural. Paulistano, se dedica a pesquisar a cultura brasileira em geral e passá-la para adultos e crianças através de várias formas de arte.

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— A viola vem desde a infância comigo. Mas não sou um violeiro caipira tradicional, e sim alguém que usa a viola para cantar o Brasil, falar da vida do povo. Também trabalho com pandeiro, djembê, violão, charango, tudo que me serve para mostrar a cultura brasileira — conta Valdir.

— Minha música fala da natureza, do homem do campo, dos bichos, dos índios e de tudo aquilo que como, minha música, é simples, porém muito bem trabalhada. Como instrumentista, foram anos de violão clássico, flauta etc. Mas, antes de aprender instrumento, já compunha.

— Já na hora de cantar me considero um teimoso. Como diz o amigo Rolando Boldrin, sou um cantador, porque cantor é aquele que tem que cantar direito, compromisso lírico, erudito. Cantador não tem esse compromisso. Minha preocupação é buscar emoção — define.

Valdir diz que faz música regional, no sentido de mostrar o Brasil.

— Na minha formação tem Xangai, Elomar, Dércio Marques e outros nesse estilo, que foram a minha inspiração. Por esse lado vai a minha música e, juntando a isso, vêm outras coisas, outros sons dentro da cultura popular.

— O Maracatu e os sons do Nordeste em geral são muito ricos. Tanto que o pernambucano Jorge Costa veio de Recife querendo montar um grupo de maracatu aqui, e isso acabou acontecendo na laje da minha casa — recorda.

— Não estou mais no grupo, que se chama Baque Estandal, por conta de muitos outros compromissos, mas ele continua em atividade.

O artista também ajudou a fundar um grupo de folia de Reis e nesse permanece.

— A ideia é preservar a cultura e já estamos no sexto ano. Quando chegamos nas casas das pessoas no primeiro ano, virou uma coisa maior do que imaginávamos, e assim decidimos continuar fazendo.

— Aqui em São Paulo não dá pra ser como no interior que se vai percorrendo, então saímos com uma caravana de carros. Em Guarulhos fazemos quatro casas, em Osasco também tem muita coisa, e onde mais chamam nós vamos.

Várias formas de arte estão entrelaçadas a sua carreira de violeiro e cantador.

— Ser artista plástico para mim é nato, desde menino essa coisa de desenhar, pintar e esculpir era natural. Claro que depois estudei desenho, escultura, etc., mas somente para aprimorar o que já existia — fala Valdir.

— Como ator, montei e atuei em grupos de teatro, entre eles o ‘Anárquicos de Santa Cruz’ e ‘Gaia’. Inauguramos teatro, fizemos apresentações de rua. Já escrevi muita peça e chamei pessoas para montar, mas sempre como autodidata.

— Como contador de história atuo desde antes dessa coisa da contação virar meio que moda. Sempre contei histórias, porque para mim isso é inerente a nossa raiz, a nossa existência — acrescenta.

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