Ucrânia fascista criminaliza símbolos do comunismo

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Estátua da Mãe Pátria feita na época da Ucrânia soviética

A Rada Suprema, nome do parlamento da Ucrânia, nação ora sob avançado processo de escalada fascista, “deliberou” no último dia 10 de abril pela criminalização do comunismo e sua equiparação legal ao nazifascismo, a título de “fazer justiça histórica”.

A lei foi aprovada por um parlamento de maioria composta por partidos “nacionalistas”, que é o eufemismo costumeiramente usado pelo monopólio internacional da imprensa para se referir a um grupo, legenda eleitoreira ou força de qualquer espécie abertamente fascista. Não obstante a tentativa atroz de igualar a república socialista e a invasão nazista — de cotejar a suástica e a foice e o martelo como “símbolos daqueles que torturaram a Ucrânia”; de nivelar o assassino Hitler aos grandes líderes revolucionários Lenin e Stalin — alguns dos partidos que tornaram possível a institucionalização desta aberração tem origens diretamente ligadas ao passado de colaboracionismo com o nazifascismo alemão.

Com a nova lei, que ainda precisa ser sancionada pelo “presidente” Petro Poroshenko, quem exibir símbolos comunistas pode pegar de cinco a dez anos de prisão.

Buscando equiparar a mais extrema expressão histórica do fascismo, o nazismo, justamente ao seu maior inimigo e antagonista, o comunismo, a Ucrânia faz “justiça histórica”, por assim dizer, apenas ao fato de que previsivelmente a sanha anticomunista costuma recrudescer em tempos de agudização das crises dos monopólios. Agudização esta açulada pelas “autoridades” e pelos setores mais reacionários das classes dominantes, precisamente porque, contra a crise, esses atores costumam recorrer a medidas de caráter claramente fascistas para “gerenciar” sua agonia político-econômica.

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Exemplo crasso disso é a situação política na própria Ucrânia, onde o imperialismo ianque se associou a organizações fascistas com braços milicianos e políticos, visando tanto os combates de campo contra grupos ligados a Moscou quanto tentar minar e enfraquecer a resistência armada antifascista e anti-imperialista. Para tirar Kiev da subjugação a Moscou e colocar o “governo” a serviço de Washington, Obama e camarilha não hesitaram em dar os braços, por exemplo, às agremiações criminosas orgulhosamente fascistas Pravy Sector (Setor de Direita) e Svoboda (Liberdade).

Em setembro do ano passado, foram esses grupos fascistas associados ao USA que comandaram a derrubada da maior estátua de Lenin na Europa, a da cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia. O ministro do Interior do gerenciamento ucraniano, Arsen Avakov, disse à época que dera ordens para a polícia “garantir apenas a segurança das pessoas, não do símbolo”. Naquela feita, em matéria na qual citamos este fato, A Nova Democracia já afirmava que a escalada do fascismo escancarado e a chamada “guinada ao ocidente” na Ucrânia eram — são — dois lados de uma mesma moeda.

Antes, em dezembro de 2013, mas já sob o esgarçamento da situação política na Ucrânia por conta do acirramento das disputas interimperialistas, o Svoboda promoveu a derrubada de outra estátua de Lenin, esta na capital Kiev. No dia 1º de janeiro de 2014 o mesmo Svoboda promoveu, também em Kiev, um ato em homenagem ao antigo colaboracionista fascista ucraniano Stepan Bandera.

Quando foi “eleito” para gerenciar a Ucrânia segundo os interesses do USA e da União Europeia, Petro Poroshenko anunciou que a sua primeira viagem oficial ao exterior seria à Polônia, a fim de participar das “celebrações” do 25º aniversário da “libertação do jugo soviético”. Milícias armadas do Svoboda e do Setor de Direita costumam fazer papel de polícia política de Poroshenko e do USA no interior e guarda-costas do gerenciamento “pró-Ocidente” em Kiev.

Agora, o texto da mesma lei que proíbe, por exemplo, o hastemaento da bandeira soviética e a reprodução do hino da revolução bolchevique também prevê a derrubada dos monumentos a líderes comunistas que ainda estão de pé, e a mudança de nome de mais de mil cidades e aldeias batizadas em homenagem à revolução proletária.

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