Música e luta pela cultura

Com trinta e cinco anos de cantoria, composições registradas em LPs e CDs, Deo Lopes é defensor do regionalismo brasileiro. Com carreira solo e o grupo Trem da Viração, o artista desenvolve ainda projetos culturais que envolvem também outras áreas da cultura e arte.

http://www.anovademocracia.com.br/149/15.jpg

— Minha música é simples. Componho na medida que me vem desenhando a vida. São canções de amor ou para o amor no sentido menos passional. Não que eu busque, mas assim é que vem.

— São canções inspiradas numa árvore, num lugar, numa pessoa, num amigo, numa história, à medida que vou vivendo. Gosto muito de compor sambas, toadas, catirados, samba brejeiro, cantigas, maxixes e assim vai —  continua Deo.

— Sou um compositor que prefere focar minhas composições no sentido da letra, embora componha muitas melodias. Tive muitas influências ao longo dos anos, entre outras, na minha infância, a música caipira, em sua forma.

Depois teve contato com a música urbana e logo isso influenciou seu trabalho.

— Fui conhecendo melhor o cancioneiro brasileiro e achando o que mais, de fato, me fazia bem. No final dos anos setenta, o violonista, compositor de melodias interessantes e ricas Ronaldo Rayol.

— Compusemos muitas canções que marcaram definitivamente a história da minha trajetória. O bom das parcerias é que nos vai enriquecendo musicalmente convivendo com outros universos — expõe.

— Assim também é gravar outros autores que nos coloca diante de outras experiências de vida. Gravei, principalmente, canções de amigos e compositores como Tom Jobim, Vinícius, Elomar, Irene Portela.

Quando começaram os festivais de música da televisão brasileira, Deo logo se interessou.

— Entrei de cabeça nessa linha de música do Geraldo Vandré, Chico Buarque, Edú Lobo, Tom Jobim, Elis, Betânia. Era época da ditadura militar e eu era metalúrgico, torneiro mecânico. Sentia na pele as dificuldades que o sistema nos forçava, nos obrigava — fala.

— Comecei a estudar melhor o sentido das coisas, da vida e descobri que cultura não era tão somente música, teatro, pintura etc. Cultura é tudo que nos forma, é a nossa história.

E na família, na história de Deo, tinha um tio, o João Alexandre, que era festeiro de reis.

— Apareciam por lá grupos de folia de todo lugar. De Santo Antônio da Alegria, interior de São Paulo, onde nasci, e de regiões mais distantes. E junto vinha a catira, a congada, o cateretê.

— Acho que isso ajudou muito a minha brasilidade e a maneira de compor e cantar. Basicamente, somando a influência do tio João com a MPB dos anos 60, surgiu o que sou hoje — afirma.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ana Lúcia Nunes
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira

Ilustração
Taís Souza