Talento que soma na cultura

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Com apenas 18 anos de idade, Bruna Moraes se destaca como novo talento da música brasileira. No repertório, uma mescla de trabalho autoral, parcerias, música inédita de Taiguara, regravações de Chico Buarque e Geraldo Pereira, anunciando que a jovem veio somar dentro desse universo.

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Desde muito jovem eu ouvia música com meu pai em minha casa. Era moda de viola e canções, tudo isso enquanto ele trabalhava em seu laboratório de prótese no nosso quintal — conta Bruna.

— Logo depois, aos 12 anos de idade, ingressei na ULM, atual EMESP Tom Jobim. Lá conheci grandes músicos que tocam comigo até hoje, como o Peter Mesquita, o Fabio Leandro e o Ítalo Lencker, que é meu parceiro de composição.

— O Ítalo, depois do meu pai, foi o meu grande mentor e orientador na questão do repertório de música brasileira. Ele me apresentou João Bosco, Leny Andrade, João Gilberto, Edu Lobo e mais uma infinidade de mestres — acrescenta.

Em 2009, com 14 anos, Bruna fez seu primeiro show ao lado do cantor e compositor Zé Luiz Mazziotti, do maestro Roberto Sion e da Orquestra Jovem Tom Jobim, no Memorial da América Latina.

No mesmo ano, participou de seu primeiro festival de música, o XVII Certame da Canção em Tatuí, defendendo a canção Chorei num Samba, uma parceria com Ítalo Lencker, recebendo o prêmio de 4º lugar.

— Aos 14 anos comecei a compor ao lado do Ítalo. Na época fizemos a canção Chorei Num Samba, e com a mesma participamos de outros inúmeros festivais pelo interior de São Paulo. Em seguida, descobri que podia compor sozinha também.

— Assim fiz muitas canções e um pouco mais tarde, aos 17 anos de idade, já tinha muito mais. Minha maior matériaprima na hora de compor foi e sempre será o amor. Tanto os felizes quanto os tristes, todos pelo menos me dão boas canções — brinca Bruna.

Bruna se destaca pela sua musicalidade e maturidade poética. Sua interpretação tem recebido elogios de outros artistas, como Tetê Espíndola e Guinga, sendo comparada com Leila Pinheiro.

A jovem intérprete também tem sido considerada uma cantora que trás de volta para o cenário musical brasileiro a tradição de “cantar para fora”.

— As mais inspiradoras cantoras que tive como fontes foram Elis e Leny, que me mostraram como era cantar com o coração, sem medo, sem barreiras. Foi daí que veio a vontade e a coragem de cantar para fora — explica.

— E a minha música nada mais é do que brasileira, com todos os seus batuques africanos e os seus chocalhos indígenas. Com a sua língua, que chegou da Europa e se transformou nessa fala profunda, cheia de sons íntegros.

— Amo a nossa cultura, a nossa língua, a nossa gíria, e quero cantar esse país como ele merece. Quero ser, mais do que tudo, uma cantora brasileira — declara.

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