Morre no Uruguai o escritor Eduardo Galeano

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No último dia 13 de abril morreu, aos 74 anos de idade, em decorrência de complicações de saúde causadas por um câncer de pulmão, o escritor uruguaio Eduardo Galeano, tão importante para a formação de jovens latino-americanos com consciência histórica, mas também tão incensado pelos entusiastas da “nova esquerda” do continente, a esquerda de Fórum Social Mundial — em suma, o oportunismo.

Por um lado, a morte, ou melhor, a vida de Eduardo Galeano merece um registro da imprensa popular e democrática, tendo em vista a importância da sua obra para a luta antiimperialista; para ajudar a fomentar a indignação e a acender a centelha da rebelião em parte da juventude que agora mesmo confronta nas ruas os Estados semifeudais e semicoloniais da América Latina, sua “democracia” de fachada, suas forças de repressão e seu monopólio dos meios de comunicação de massas.

Esta influência se deu e se dá, sobretudo, por causa da grande repercussão no continente do livro As veias abertas da América Latina, no qual Eduardo Galeano expôs com destreza e com linguagem diferente do pedantismo típico dos intelectuais de gabinete — dos quais ele sempre zombava, classificando-os como seres com a cabeça separada do corpo — a sangria orquestrada desde o norte e gerenciada pelas classes dominantes parasitárias locais; a secular exploração do continente pelas matrizes, primeiro mediante a sangrenta colonização ibérica do continente e depois pela via da submissão às nações mais industrializadas, ao imperialismo, sobretudo ao imperialismo ianque.

Por outro lado, não se pode dizer que Eduardo Galeano foi propriamente um escritor radicalmente comprometido com as lutas mais prementes dos povos latino-americanos, que sua obra tenha partido do pressuposto da necessidade urgente da elaboração de um programa político mais consequente, ou seja, revolucionário para os povos da América Latina.

Ao contrário: Galeano, por vezes, transitou até com certa desenvoltura entre as instituições latino-americanas que são filhas legítimas dos engendros, pugnas e manobras das classes dominantes locais para perpetuarem as estruturas do capitalismo burocrático, como quando apareceu orgulhoso para receber o título de primeiro “Cidadão Ilustre do Mercosul” — o bloco de “integração” regional que, como não poderia deixar de ser, atende aos interesses do imperialismo.

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