O maior “pequeno homem” da atualidade na Índia

Artigo escrito por PK Vijayan, professor de Literatura Inglesa na Universidade de Delhi, em Junho de 2014 e publicado originalmente no Semanário Econômico e Político da Índia.

Nota da redação do AND:

O Dr. GN Saibaba é professor do Departamento de Língua Inglesa da Ram Lal Anand College, Universidade de Deli. Ele é um conhecido ativista pelos direitos dos povos na Índia, destacado lutador contra a guerra que o Estado fascista indiano lança contra os camponeses e povos tribais daquele país.

GN Saibaba foi sequestrado pela polícia no dia 9 de maio de 2014 e é mantido arbitrariamente encarcerado desde então sob a força de um Ato de Prevenção de Atividades Ilegais ditado pelo regime fascista.

O democrata indiano é mantido num cubículo em completo isolamento na Prisão Cental de  Nagpur, estado de Maharashtra, a mais de mil quilômetros de distância de sua casa e família em Delhi.

Dr. GN Saibaba tem limitação de 90% dos movimentos do corpo, sofre de doenças cardíacas graves e lhe tem sido negado tratamento médico e dieta adequados.  As péssimas condições carcerárias impostas pelo regime fascista têm levado a aguda deterioração de sua saúde.

Como medida de protesto contra as arbitrariedades do velho Estado e contra as péssimas condições carcerárias, GN Saibaba deflagrou, em 11 de abril passado, uma greve de fome que tem debilitado ainda mais sua saúde. Ele chegou a ser hospitalizado ao perder os sentidos durante a greve de fome, mas foi reencaminhado a detenção.

É tarefa urgente de todos os democratas do mundo exigir a imediata e incondicional libertação de GN Saibaba e levantar uma campanha mundial em defesa de sua vida e por sua liberdade.


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Se me permitem, vou contar a história de um pequeno homem. Seu nome... bem, chegaremos logo nessa parte.

Este pequeno homem nasceu em uma família de camponeses pobres que viviam miseravelmente na periferia de uma pequena aldeia, com os sem-casta e intocáveis. O pai desse homenzinho decidiu viver com os marginalizados e excluídos como um sinal de solidariedade para com eles e isso foi motivado simplesmente por um sentimento instintivo de justiça, uma vez que o pai desse pequeno homem não era alfabetizado e também não recebera qualquer formação política.

Assim, o pequeno homem cresceu entre os varredores e catadores, passando fome e privações, tendo seus irmãos como companheiros.

Quando tinha apenas cinco anos de idade, ele sofreu de poliomielite (paralisia infantil) em ambas as pernas. Em decorrência da doença e pela falta absoluta de cuidados médicos ele quase morreu. Mas o pai do pequeno homem conseguiu evitar a sua morte, depois de percorrer todos os postos e dispensários médicos, mantendo acesa sua esperança, até que a grave doença finalmente foi controlada. No entanto, o pequeno homem perdeu completamente a mobilidade de ambas as pernas.

Isso não impediu o pequeno homem ou seu pai. Ele foi matriculado em uma escola onde aprendeu a ler e escrever e consumiu com voracidade e prazer tudo o que podia ler. Lia sob a luz das lâmpadas de rua, arrastando-se, apoiando-se nos cotovelos e mãos sobre as estradas de terra de sua aldeia, de casa para a escola. Comia uma refeição a cada dois dias. Às vezes, encantado pelo mundo dos livros, o pequeno homem esquecia-se da sua própria vida, e passava horas perdido entre suas leituras.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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