Cem anos do genocídio do povo armênio

A- A A+
http://www.anovademocracia.com.br/150/16a.jpg
Migração forçada de armênios para a Síria

Este 24 de abril, o proletariado e os povos do mundo contam 100 anos do genocídio cometido contra um milhão e meio de armênios. Genocídio perpetrado pelo Império Turco-Otomano, Estado feudal e servil ao imperialismo alemão, que, competindo com outras potências imperialistas mundiais, levou à primeira guerra de pilhagem e saque pela divisão do mundo.

Imperialismo, prelúdio da revolução proletária

O grande Lenin demonstrou como, no início do século XX, o capitalismo entrou na sua fase superior e última: o imperialismo. O imperialismo é mais monopólio, mais parasitismo e decadência. Para existirem, um punhado de países imperialistas oprimem o resto do mundo e o proletariado de sua própria nação.

Em 1914, as potências imperialistas arrastaram o mundo para a primeira guerra imperialista (1 ª Guerra Mundial). A Alemanha buscava estender o seu controle para o Extremo Oriente e usou sua semicolônia, o império feudal otomano.

Logo, todo o exército otomano estava sob controle direto dos agentes do imperialismo alemão, que o lançou para expandir o controle do território que estava em mãos russas. Mas o exército otomano sofreu pesadas perdas e logo culpou os armênios por terem apoiado os russos. Os armênios imediatamente foram vítimas de uma campanha de extermínio.

O genocídio começou em 24 de abril de 1915, quando mil intelectuais armênios foram cercados e massacrados. O segundo passo foi recrutar armênios para o exército turco, 300 mil no total, e, uma vez que os reuniram, os desarmaram e assassinaram.

http://www.anovademocracia.com.br/150/16b.jpg
Crianças passando fome durante a migração

Nelson Baloain, neto de Antranig Baloian Melkonian, um sobrevivente do massacre de 1915 que chegou ao Chile seis anos mais tarde depois de ter escapado passando por vários países, relata:

“Meu bisavô foi morto da mesma forma que a maioria dos homens armênios entre 15 e 45 anos: ele foi chamado para se juntar ao exército turco e, ao chegar ao regimento, foi morto.”

A terceira fase do genocídio foi o deslocamento forçado do resto da população armênia. Centenas de milhares de pessoas saíram às caravanas conhecidas como marchas da morte que supostamente iriam acabar na Síria, mas que, no decorrer do caminho, pôs fim a vida dos deslocados, um milhão e meio no total.

Os meios de produção, a terra e a riqueza dos armênios, gregos e comunidades não-muçulmanas, passaram às mãos da débil burguesia turca.

Finalmente, o imperialismo alemão perdeu a guerra e a sua derrota também arrastou os otomanos.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Mário Lúcio de Paula
Ana Lúcia Nunes
Matheus Magioli
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira