Estado genocida massacra indígenas

http://www.anovademocracia.com.br/150/09.jpg
Em manifestação, indígenas denunciam massacre

Três indígenas assassinados entre a última semana de abril e primeira semana de maio. É a marca do genocídio praticado pelas mãos do gerenciamento petista em todo o território.

Em 26 de abril, Eusébio Ka’apor, 42 anos, da aldeia Xiborendá, Terra Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão, foi assassinado com um tiro nas costas quando  voltava da aldeia Jumu’e Ha Renda Keruhu na garupa de uma motocicleta conduzida por outro indígena.

Os Ka’apor denunciam que o assassinato foi cometido por madeireiros devido a intensa atividade de proteção e fiscalização territorial realizada pelos indígenas em defesa de seu território. Os indígenas denunciam que há meses alertavam as ditas “autoridades” do velho Estado sobre a atividade dos madeireiros em seu território e do acirramento das contradições sem que nenhuma providência fosse tomada.

“O assassinato de Eusébio só vem a expor de forma mais patente conflitos, omissões, cumplicidades, ausências institucionais naquela região do Maranhão”, denunciam mais de 30 organizações populares em nota de protesto contra o assassinato do indígena.

Em 1º de maio, o indígena Tupinambá, Adenilson da Silva Nascimento, conhecido como “Seu” Pinduca, foi assassinado a tiros na cidade de Ilhéus, Sul da Bahia, após ser emboscado enquanto caminhava acompanhado da esposa e de três filhos. Após iniciarem os disparos contra Pinduca, que também atingiram sua esposa, as duas filhas do casal, de 10 e 11 anos, correram pelo mato até chegar na casa de um tio. A esposa de Pinduca foi encaminhada para o Hospital Regional de Ilhéus e, segundo informações da imprensa local, não corria risco de morte. O outro filho, um bebê de um ano e 11 meses, que estava no colo da mãe, caiu no chão com ela. Nenhuma criança ficou ferida.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

 “Seu” Pinduca trabalhava há 15 anos na Secretaria Especial de Saúde Indígena da Serra das Trempes, entre as cidades de Una e Ilhéus, e deixou 12 filhos.

No dia 4 de maio, em resposta ao assassinato de “Seu” Pinduca, um grupo de Tupinambás bloqueou uma das pontes que ligam a terra indígena de Olivença a Ilhéus durante toda a manhã. O protesto dos indígenas prolongou-se até a noite exigindo punição para os assassinos.

No dia 3 de maio, o indígena Gilmar Alves da Silva foi assassinado a tiros quando se dirigia à aldeia Pambú, povo Tumbalalá, município de Abaré, também na Bahia. A moto que pilotava foi atropelada por um automóvel e, ao cair, Gilmar foi alvo de vários disparos.

Policiais militares chegaram a apreender o carro usado no ataque ao indígena e encontraram o carregador de uma pistola calibre 380, mas o assassino não foi identificado. Gilmar Tumbalalá tinha 40 anos, esposa e quatro filhos. O corpo do indígena foi enterrado na própria aldeia na tarde de 4 de maio.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin