RJ: líderes da greve dos garis são demitidos

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No fim da tarde do último dia 13 de maio, garis, bombeiros, professores e ativistas se reuniram nas escadarias da Assembleia Legislativa, no Centro do Rio de Janeiro, numa manifestação contra a criminalização dos movimentos populares, contra os ataques à educação pública, pela reintegração dos garis e bombeiros demitidos, pelo fim dos processos contra os 23 ativistas e liberdade para todos os presos políticos. “PT e PMDB demitem os garis! Nossa força vem das ruas”, anunciava uma faixa laranja no alto da escada.

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Garis e bombeiros exibem faixas contra as demissões e perseguições políticas

Os ataques dos “governos” (leia-se, gerenciamentos de turno), não se restringem apenas nas prisões arbitrárias e injustas contra a juventude combatente, como o caso de Igor Mendes da Silva, mas também contra diversas categorias de trabalhadores que ousam se mobilizar por melhores salários e condições de vida.

De todas as categorias atacadas recentemente, os garis do Rio de Janeiro são os que enfrentam a mais severa perseguição política, pois mais de 70 trabalhadores foram demitidos recentemente por participação na greve realizada em março deste ano. A gerência municipal Eduardo Paes tem se mantido intransigente diante das reivindicações da categoria.

Os funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) obtiveram, após muita luta na última greve, 8% de aumento. Porém, muitas de suas reivindicações não foram atendidas e o trabalho degradante ainda faz parte do modo de operação da empresa. Durante os dias de paralisação, foram feitas nas redes sociais inúmeras denúncias de que a Comlurb colocou menores de idade e até mesmo idosos e outras pessoas para fazer o trabalho de limpeza nas ruas da capital fluminense, tentando, assim, ocultar a adesão dos trabalhadores à greve.

Todos se lembram que, em 2014, os garis cariocas realizaram uma histórica greve atropelando pelegos e patrões. A paralisação do último mês de março foi a senha para que a Comlurb passasse a perseguir quem ela identificou como lideranças e pessoas mais ativas do movimento grevista. Uma decisão política reacionária, ainda mais sabendo eles que a luta dos garis tem amplo apoio da população. No mesmo 13 de maio, dia da suposta “abolição” da escravatura, os trabalhadores também lançaram uma campanha nacional pela readmissão dos garis demitidos.

Um dia antes, 12, trabalhadores demitidos da Tristar, empresa responsável pela limpeza de Itaguaí, Região Metropolitana do Rio, também se manifestaram em frente à empresa. Imagens veiculadas nas redes sociais e canais de TV mostram os garis indignados com as arbitrariedades espalhando lixo por ruas importantes da cidade. A revolta é ainda maior, pois a prefeitura suspendeu o pagamento da Tristar, suspeita por irregularidades. Até o fechamento desta matéria (13/5), a coleta de lixo estava paralisada há uma semana naquela cidade.

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