Liberdade para todos os presos políticos do mundo!

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Desde o Brasil, nós da redação do jornal A Nova Democracia nos somamos ao clamor dos democratas e revolucionários de todos os países, pela imediata e incondicional libertação de todos os presos políticos. Seguiremos cumprindo nosso ofício como órgão da imprensa popular, acompanhando e noticiando a situação dos ativistas da Confederação dos Trabalhadores Turcos na Europa (Atik) ilegalmente presos na Suíça e na Alemanha (conforme noticiado em nossa edição anterior) e de todos os presos políticos do campo e da cidade no Brasil e no mundo.

Índia: intelectuais e ativistas presos

Nos primeiros dias de maio, o intelectual maoísta e escritor Kannampally Murali e o ativista popular C. P. Ismail foram presos pelas forças policiais em Maharashtra, na cidade de Pune.

Organizações democráticas e de defesa dos direitos do povo indiano denunciaram que K. Murali, 62 anos, foi sequestrado em um hospital de Pune quando se encontrava sob cuidados médicos e conduzido encapuzado por policiais para o cárcere.

Murali é o autor de diversos livros e artigos sobre as trajetórias político-econômicas e históricas que contribuíram para a constituição da formação social do estado de Kerala. Seu trabalho mais discutido é Terra, Castas e Escravidão. Ele foi editor do periódico Um Mundo a Ganhar e de outras revistas políticas de análise nacional e internacional a partir da perspectiva do maoísmo.

O Comitê para a Libertação dos Presos Políticos da Índia publicou um comunicado de denúncia e manifesta grande preocupação com a saúde de K. Murali, que passou por uma cirurgia cardíaca e não está recebendo os devidos cuidados médicos sob custódia da polícia, e exige que ele tenha direito de se consultar com o seu médico em Pune.

Até o momento da divulgação do manifesto, Murali e Ismail não tiveram autorização para falar com seus advogados.

“Eles têm o direito de expressar seus pontos de vista e opiniões livremente, não apenas como um direito fundamental de liberdade de expressão, mas também como um direito democrático que nós reivindicamos que deve ser cumprido”, finaliza o manifesto pela imediata e incondicional liberdade de K. Murali e C. P. Ismail e pela revogação da draconiana Lei para Prevenção de Atividades Ilegais (UAPA).

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

O manifesto do Comitê para a Libertação dos Presos Políticos é assinado por:

SAR Geelani – Presidente

Amit Bhattacharyya – Secretário-Geral

Jagmohan Singh – Vice-Presidente

Sukhendu Bhattacharjee – Vice-Presidente

PA Sebastian – Vice-Presidente

MN Ravunni – Vice-Presidente

N. Venuh – Vice-Presidente

Wilson Rona – Secretário de Relações Públicas

Absurda condenação de ativistas

Em 15 de maio, a Frente Democrática Revolucionária (RDF, na sigla em inglês) publicou um manifesto contra a condenação de prisão perpétua por um tribunal de Midnapore dos membros da RDF, Raja Sarkhel e Prasun Chatterjee, além dos ativistas Chhatradhar Mahato, Sukhshanti Baske, Sambhu Soren e Shagun Mahato, acusados de “sedição” (crime contra a segurança do Estado) e outros crimes previstos pela Lei para Prevenção de Atividades Ilegais (UAPA).

Todos eles participaram ativamente do histórico movimento de massas em Lalgarh e das atividades desenvolvidas pela Frente Democrática Revolucionária.

Raja Sarkhel tem lutado pelas causas dos povos da Índia desde os anos 70. Prasun Chatterjee participou do movimento popular-revolucionário nos últimos 20 anos. Chhatradhar Mahato foi uma destacada liderança no movimento em Lalgarh e é o porta-voz do Comitê Popular Contra as Atrocidades Policiais (PCPA). Sukhshanti Baske, Sambhu Soren e Shagun Mahato também eram ativistas do PCPA.

Em nota, a RDF denuncia a UAPA e o Estado fascista indiano, afirmando que a legislação antipovo visa “limpar o caminho para o imperialismo, a grande burguesia compradora e latifundiários locais para saquear os recursos naturais e explorar as massas trabalhadoras. Pessoas como Raja Sarkhel, Prasun Chatterjee e Chhatradhar Mahatose dedicaram-se a construir o movimento de resistência. Eles desempenharam um papel histórico no fortalecimento da organização das massas com a política revolucionária e auxiliaram o povo na luta contra as forças de repressão do velho Estado. É por isso que o governo reacionário usou todos os seus recursos para fazer com que eles obtenham uma condenação em vez de garantir a sua libertação como prometeram anteriormente. A RDF exige a libertação imediata e incondicional de Raja Sarkhel, Prasun Chatterjee, Chhatradhar Mahato, Sukhshanti Baske, Sambhu Soren, Shagun Mahato e todos os outros presos políticos e o fim de todas as acusações sobre eles”,  conclui a RDF no manifesto assinado pelo seu Presidente e Secretário-Geral, Varavara Rao Rajkishore.


USA: Mumia Abu-Jamal necessita de tratamento médico

Informações de globalresearch.ca
http://www.anovademocracia.com.br/151/19.jpg
Abu-Jamal: resistência!

A vida do jornalista, intelectual revolucionário e prisioneiro político Mumia Abu-Jamal está em grande perigo. Na década de 90, o Estado genocida ianque definiu duas datas de execução de Mumia, o que só pôde ser impedido devido a intensa mobilização internacional de organizações democráticas e de defesa dos direitos do povo.

Agora, fora do corredor da morte, Abu-Jamal está novamente sujeito a tentativa de execução, desta vez por negligência e imperícia médica.

Mesmo sem possuir histórico de diabetes, e após ter realizado em curto prazo três exames de sangue, em 30 de março último ele entrou em choque diabético. Foi hospitalizado nesse mesmo dia correndo sério risco de morte. Dois dias depois, apesar do seu grave quadro clínico, foi enviado de volta para a mesma prisão que errou grosseiramente em seu diagnóstico e tratamento. Sua saúde está se deteriorando. Mais uma vez, somente a mobilização maciça dos movimentos democráticos e populares pode impedir a sua morte.

A campanha internacional em defesa da vida de Mumia Abu-Jamal convoca os democratas e revolucionários de todo mundo para exigirem tratamento médico por especialistas que sejam escolhidos por Abu-Jamal, uma dieta adequada e visitas diárias de seus familiares, amigos e advogados.

Para obter informações detalhadas e se informar sobre as ações da campanha, foi divulgado o seguinte endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A página oficial da campanha no Facebook é facebook.com/OfficialMumiaAbuJamal

Para assinar a petição que exige tratamento médico adequado para Abu Jamal acesse o link:

www.indiegogo.com/projects/mumia-abu-jamal-needs-medical-care-now#/story

Mais informações e contatos para exigir do governo da Pensilvânia e dos agentes prisionais os direitos do preso político Mumia Abu-Jamal, acesse o link:

www.prisonradio.org/sites/default/files/letters/pdf/Eyes%20on%20Mumia_1.pdf


Brasileiro é preso político da “Autoridade Palestina”

Filho de mãe brasileira e pai palestino, Islam Hamed é prisioneiro político da títere “Autoridade Palestina”, presidida por Ahmoud Abbas, colaboracionista de Israel.

Desde a sua juventude, Hamed luta por uma Palestina Livre. Foi preso pela primeira vez aos 17 anos, acusado de lançar pedras contra policiais israelenses durante a segunda Intifada (grande levantamento de massas contra Israel fascista ocorrida de 2000 a 2005). Passou 5 anos nas masmorras sionistas em Israel.

Após nove meses solto, foi novamente preso “preventivamente”, apesar de não haver qualquer acusação contra ele. Assim, permaneceu mais dois anos encarcerado.

Em setembro de 2010, Islam foi condenado a três anos de prisão, dessa vez pela “Autoridade Palestina”, e é mantido encarcerado na Cisjordânia. Já na prisão, teve um filho, que hoje tem três anos de idade e só pode ver seu pai durante as raras visitas permitidas ao presídio.

Há dois anos, o próprio Tribunal de Justiça Palestino decidiu que a atual prisão de Islam Hamed era ilegal. No entanto, a “Autoridade Palestina” o mantém encarcerado alegando cinicamente ser isso para a “própria segurança” do jovem contra um possível ataque de Israel.

Na prisão, Hamed tem sofrido todos os tipos de maus tratos e deflagrou uma greve de fome em 11 de abril, sustentanto-a até os dias atuais.

Sua família, apoiada por diversas organizações democráticas, se empenham em uma campanha em defesa da vida, pela libertação e repatriação de Islam Hamed, uma vez que ele possui nacionalidade brasileira.

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